Itaipu triplica diversidade vegetal em 40 anos na faixa de proteção do lago

Inventário florestal revela evolução da restauração ambiental e consolidação da floresta no entorno do reservatório

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Atualizado há 5 meses

Restauração florestal em destaque

Em quatro décadas, a diversidade vegetal da faixa de proteção de Itaipu evoluiu de plantios isolados para uma floresta integrada e ecologicamente relevante. O inventário florestal inédito da Embrapa identificou 397 espécies diferentes de árvores e arbustos no entorno do lago, quase três vezes mais que as 139 espécies plantadas na formação do reservatório.

Ao todo, foram contabilizados mais de 55 mil registros de plantas nas 400 parcelas de amostragem entre Foz do Iguaçu e Guaíra (PR). O levantamento confirma que os plantios feitos nos últimos 40 anos consolidam a faixa de proteção como um corredor de biodiversidade.

Espécies e regeneração natural

A pesquisa destacou a presença de ipês, perobas, jequitibás e frutíferas como jabuticaba, araticum e pitanga. O processo de regeneração é reforçado pela fauna local, como aves e mamíferos, responsáveis pela dispersão de sementes.

Segundo o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri, a diversidade vegetal da faixa de proteção garante não apenas a preservação da Mata Atlântica, mas também a segurança hídrica e energética da usina para as próximas gerações.

Modelo de conservação ambiental

Com mais de 1,3 mil quilômetros de extensão e 30 mil hectares, a faixa de proteção conecta importantes unidades de conservação, como os parques nacionais do Iguaçu e de Ilha Grande. O modelo de restauração da Itaipu é referência e pode inspirar outras usinas brasileiras.

O estudo, em parceria com a Embrapa, terá duração de cinco anos e servirá de base para decisões de longo prazo em conservação, uso sustentável e proteção do reservatório.

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