Monitoramento da Itaipu confirma reservatório com alta qualidade ambiental

Estudo de migração de peixes no Rio Paraná reforça preservação do ecossistema local

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Atualizado há 8 meses

O monitoramento realizado pela Itaipu Binacional sobre o comportamento migratório dos peixes no Rio Paraná evidencia a alta qualidade ambiental do reservatório da usina, protegido por mais de 100 mil hectares de Mata Atlântica. A área constitui um importante habitat que favorece a reprodução e a sobrevivência das espécies.

A pesquisa, intensificada desde 2009 com a adoção da tecnologia PIT (Passive Integrated Transponder), já marcou 12.378 peixes de 42 espécies diferentes. Esses marcadores, inseridos sob a pele dos peixes, permitem monitoramento constante sem necessidade de bateria, já que são ativados por campos eletromagnéticos gerados por antenas distribuídas ao longo do Canal da Piracema e na escada de peixes da Usina de Porto Primavera.

Um destaque do estudo são três piaparas, marcadas no mesmo dia em novembro de 2022 e que migraram centenas de quilômetros rio acima, alcançando a escada de Porto Primavera em diferentes datas nos anos seguintes, comprovando a eficácia das estruturas como corredores biológicos essenciais para o ciclo migratório das espécies.

Outro caso emblemático foi a captura recente de um pacu de quase nove quilos pelo pescador paraguaio Adelino Heck. Marcado em 2019 em Itaipulândia, o peixe foi capturado em Puerto Torocuá, indicando que atravessou a barragem, provavelmente passando por dentro de uma das turbinas, já que seu sinal não foi registrado nas antenas do Canal da Piracema.

Segundo a bióloga Caroline Henn, esses dados são fundamentais para compreender melhor a diversidade de comportamentos dos peixes migratórios, enriquecendo o conhecimento sobre o ecossistema aquático local e ressaltando a importância das ações de preservação desenvolvidas pela Itaipu.

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