Homem é condenado a 19 anos por feminicídio de jovem de São Mateus do Sul

·
Atualizado há 3 meses

O Tribunal do Júri de Irati julgou nesta quarta-feira, 10, o caso envolvendo a morte de Mirela Maiara Ewerling, jovem natural de São Mateus do Sul, assassinada em 10 de junho de 2023.

O réu Gian Diego Maieski, de 30 anos na época do crime, foi condenado19 anos, 4 meses e 22 dias de reclusão em regime fechado.

 

Acusado e vítima (Reprodução)

A decisão acompanha as qualificadoras apresentadas pelo Ministério Público do Paraná (MPPR), que apontou que o crime foi cometido por motivo fútil, mediante meio cruel, com recurso que dificultou a defesa da vítima e caracterizado como feminicídio, já que o acusado mantinha relação íntima de afeto com Mirela e agiu com violência doméstica e familiar.

O crime
Segundo denúncia do MPPR, baseada no inquérito policial, o assassinato ocorreu por volta das 2h20 da madrugada, na residência do acusado, no bairro Lagoa, em Irati.Gian teria atacado Mirela com uma faca após um desentendimento por causa de uma música de conteúdo sexual que ele estava ouvindo, episódio considerado de “somenos importância” pelo Ministério Público.

Conforme o laudo de necropsia citado no documento, a vítima foi ferida com sete golpes de faca, atingindo principalmente a região torácica.

Mirela também apresentava ferimento no antebraço, característico de tentativa de defesa. Mesmo após cair ao chão, a jovem continuou sendo atacada, o que, segundo o MPPR, demonstra impossibilidade de reação e agrava o sofrimento causado.

O assassinato ocorreu no bairro Lagoa, em Irati. (Reprodução)

Qualificadoras reconhecidas

O réu foi enquadrado no artigo 121, §2º, incisos II, III, IV e VI, e §2º-A, inciso I do Código Penal, considerando:
  • Motivo fútil
  • Meio cruel
  • Recurso que dificultou a defesa da vítima
  • Feminicídio, por razões de condição do sexo feminino e violência doméstica

Condenação

Após análise das provas e oitiva das testemunhas, o Conselho de Sentença reconheceu todas as qualificadoras. A pena fixada foi de 19 anos, 4 meses e 22 dias, a ser cumprida em regime fechado.

Mirela tinha 26 anos quando foi morta.