Júri condena dois réus por homicídio qualificado em Canoinhas

Conselho de Sentença reconheceu a tese do Ministério Público e aplicou penas superiores a 20 anos de prisão em regime fechado aos acusados pela morte de João Marcelo Gontareck

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Atualizado há 2 meses

O Tribunal do Júri da Comarca de Canoinhas condenou, na noite desta quinta-feira (23), Felipe Leite Sampaio e Igor Danrlei Correa de Lima pelo homicídio qualificado de João Marcelo Gontareck. O julgamento teve duração superior a 12 horas e terminou com a condenação dos dois réus a penas de mais de 20 anos de prisão em regime inicial fechado.

(Foto: redes sociais).

O crime ocorreu na madrugada de 13 de abril de 2025, em frente à conveniência Império Beer, no bairro Piedade. Conforme a denúncia do Ministério Público, João Marcelo foi morto com cinco disparos de arma de fogo na cabeça.

Por maioria de votos, o Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade do homicídio, rejeitou os pedidos de absolvição e acolheu a qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima. Igor Danrlei Correa de Lima também foi condenado pelo crime de fraude processual.

Felipe Leite Sampaio foi sentenciado a 21 anos, sete meses e seis dias de reclusão. Já Igor Danrlei Correa de Lima recebeu pena de 20 anos de reclusão pelo homicídio qualificado, além de três meses de detenção e dez dias-multa pela fraude processual. Ambos deverão cumprir a pena, inicialmente, em regime fechado.

Acusação apontou emboscada

Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou que o crime foi planejado. De acordo com a denúncia, Igor atraiu João Marcelo até o local do homicídio sob o pretexto de uma reconciliação após desavenças entre ambos. Para convencer a vítima de que o encontro seria seguro, ele teria enviado um vídeo informando que não estava armado.

Ainda conforme a acusação, ao chegar ao estabelecimento, João Marcelo foi surpreendido por Felipe Leite Sampaio, que efetuou os cinco disparos. A tese foi acolhida pelo Conselho de Sentença.

No julgamento da acusação de fraude processual, os jurados também reconheceram a responsabilidade de Igor. Segundo o Ministério Público, ele apagou do próprio celular as conversas de WhatsApp mantidas com a vítima, nas quais havia sido combinado o encontro. As mensagens, porém, foram localizadas no telefone de João Marcelo. A acusação também sustentou que o réu omitiu a presença de Felipe no local do crime.

Sentença destacou circunstâncias do crime

Ao fixar a pena, o magistrado considerou desfavoráveis as circunstâncias envolvendo Igor Danrlei Correa de Lima. A sentença registra que, além de ter sido apontado pelo Júri como mentor do homicídio, ele gravou um vídeo mostrando o corpo da vítima e fazendo comentários de deboche após o crime.

O juiz também levou em consideração o fato de o homicídio ter ocorrido em um estabelecimento comercial em funcionamento, expondo outras pessoas ao risco, além dos impactos causados à família da vítima. João Marcelo Gontareck deixou esposa e duas filhas menores.

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