Médico preso: mais de 40 mulheres denunciam abusos em consultas

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Atualizado há 6 meses

Passa de 40 o número de mulheres que procuraram a polícia para denunciar um médico preso por abusos sexuais durante consultas na cidade de Taquara, no Rio Grande do Sul.

O cardiologista gaúcho, de 55 anos, é investigado por uma série de crimes cometidos contra pacientes.

As investigações apontam que o profissional teria dopado mulheres e cometido abusos durante atendimentos médicos. Entre os crimes apurados estão importunação sexual, violação sexual mediante fraude, estupro e estupro de vulnerável.

Segundo a Polícia Civil, todas as vítimas registraram ocorrência e já prestaram depoimento. O suspeito segue detido preventivamente enquanto o caso continua sendo investigado.


Relatos indicam padrão de comportamento

Uma das pacientes contou à polícia que recebeu prescrição de medicação controlada e foi orientada a retornar diversas vezes ao consultório. Durante esse período, teria sido vítima de abusos repetidos.

De acordo com o relato, a mulher percebeu que algo estava errado e decidiu comparecer à consulta acompanhada por um familiar. Na ocasião, o médico não teria realizado qualquer contato inadequado. Posteriormente, ela procurou outro profissional, que afirmou que não havia necessidade do tratamento indicado anteriormente.

Outras vítimas também relataram situações semelhantes, indicando um possível padrão de comportamento. Algumas disseram que só compreenderam a gravidade dos fatos após tomarem conhecimento de outros casos.


Material apreendido será analisado

Agentes da polícia cumpriram mandados de busca em endereços ligados ao suspeito. Durante a operação, foram apreendidos pendrives, telefones celulares e computadores, que agora passarão por análise pericial.

Segundo o delegado responsável pelo caso, as investigações buscam identificar novas vítimas e reunir provas sobre os crimes atribuídos ao médico preso por abusos sexuais.

Denúncias anônimas podem ser feitas pelo telefone disponibilizado pela polícia da região.


Esposa do médico permaneceu em silêncio

A esposa do investigado compareceu à delegacia acompanhada de advogado, mas optou por permanecer em silêncio durante o depoimento. Ela também trabalhou no consultório do acusado e atua na área da saúde.

O advogado de defesa informou que a mulher afirma nunca ter presenciado qualquer conduta irregular relacionada às acusações contra o marido.


Conselho de Medicina acompanha o caso

O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers) informou que tomou conhecimento da situação e abriu procedimento administrativo para apurar os fatos.

Em nota, o órgão destacou que o caso é considerado grave e que todas as medidas cabíveis serão adotadas caso as denúncias sejam confirmadas.

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