Homenagem do irmão marca missa de sétimo dia de Thais Ferreira em Porto União

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Atualizado há 3 meses

Durante a missa de sétimo dia de Thais Ferreira, realizada neste domingo, 7, em Porto União, um dos momentos mais emocionantes da celebração foi a homenagem feita pelo irmão, Thiago, que decidiu transformar sua dor em palavras de amor, memória e despedida.

Existem partidas que não cabem no entendimento humano. Existem silêncios que atravessam a cidade, invadem as casas, se sentam à mesa e fazem morada no peito. A sua partida, Thais, é assim — um silêncio que ecoa onde antes havia riso, planos, correria, sonhos.

Você partiu como quem ainda estava começando. Tão jovem… apenas 23 anos. Idade de florescer, de errar e acertar, de construir aos poucos o amanhã. Partiu no cruzamento entre a rotina e os sonhos, fazendo da sua própria vida um gesto de cuidado, como sempre fez.

Servidora da saúde, moradora do Vice King, mulher de doçura rara, de olhar leve, de simpatia que aquecia. Quem te conheceu não fala só da profissional dedicada, mas da pessoa inteira: da menina de coração manso, do sorriso fácil, da coragem silenciosa que você levava no dia a dia.

Naquele fim de tarde, a vida seguiu seu curso como sempre: ruas, semáforos, pressa, compromissos. E, de repente, tudo parou. O tempo ficou suspenso. Porto União entrou em luto. E a nossa casa também.

A morte não levou apenas você. Levou futuros, conversas que ainda teríamos, planos que você nutria em silêncio, risadas que ficaram guardadas na memória. Levou a presença de uma filha, de uma amiga, de uma colega, de uma irmã que não poderá mais ser tocada — mas que jamais deixará de ser sentida.

Dizem que “o Senhor está perto dos que têm o coração quebrantado”. E hoje, mais do que nunca, é nisso que nos agarramos.

Porque a dor é grande demais para caber sozinha dentro de nós. Precisamos crer que você está em um lugar onde não há medo, nem estrada, nem cruzamento — só paz.

Que sua memória seja abrigo para quem chora e força para quem continua. Que sua história seja lembrada com respeito, verdade e saudade.

E que sua partida nos lembre todos os dias de cuidar mais — do trânsito, da juventude, da vida — mas, sobretudo, de quem amamos.

Você não se foi em vão.
Você partiu deixando amor.
E o amor, esse, nunca morre.

Thiago, Lúcio, Marlene e Thaís (Arquivo Pessoal)