
Heloísa de Carvalho Martin Arribas morreu na noite desta quarta-feira (7), aos 56 anos, em Atibaia, no interior de São Paulo. Filha do escritor Olavo de Carvalho, falecido em 2022, ela foi encontrada sem vida por um amigo, deitada na cama de sua residência. Até o momento, não há informações oficiais sobre a causa da morte.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), o caso foi registrado no plantão da Delegacia de Atibaia. Em nota, o órgão informou apenas que, “devido à natureza da ocorrência, os detalhes serão preservados”.
Um dos irmãos de Heloísa, Davi de Carvalho, comunicou a morte por meio de uma publicação nos stories do Instagram. Na mensagem, ele pediu orações pela irmã, apesar das divergências familiares.
“Minha irmã, Heloísa, morreu. Pode parecer contraditório, considerando todas as desavenças que haviam entre ela, os irmãos e os pais, mas eu gostaria de pedir a vocês que, quem puder, faça uma oração por sua alma”, escreveu.
Em seguida, afirmou que não tratará do assunto publicamente e agradeceu as manifestações de apoio.
Informações preliminares apontam que Heloísa teria dado entrada em um hospital no dia anterior à morte, com suspeita de intoxicação por medicamentos, mas recebeu alta após atendimento médico. O caso, no entanto, não teve novos detalhes confirmados pelas autoridades.
Ativa nas redes sociais, Heloísa publicou no último dia 4 de janeiro uma mensagem em sua conta no X (antigo Twitter) com críticas a apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. Apesar de ser filha de um dos principais expoentes do conservadorismo no Brasil, ela passou a militar à esquerda nos últimos anos e se posicionava publicamente contra o bolsonarismo.
Quem foi Olavo de Carvalho
Olavo de Carvalho (1947–2022) foi escritor, jornalista e polemista brasileiro, conhecido por sua forte atuação no debate político e ideológico. Tornou-se uma das principais referências da direita conservadora no país, especialmente por sua influência sobre o bolsonarismo e pela criação do Curso Online de Filosofia (COF), que formou milhares de seguidores.

Autor de livros como O Imbecil Coletivo e O Mínimo que Você Precisa Saber para Não Ser um Idiota, Olavo construiu carreira marcada por críticas à esquerda, ao comunismo e ao que chamava de “marxismo cultural”. Figura altamente controversa, também foi associado a teorias conspiratórias e a declarações que geraram ampla repercussão e críticas.
Mesmo sem formação acadêmica em filosofia, deixou um legado significativo no cenário político brasileiro, influenciando o discurso público e a atuação de movimentos conservadores nas últimas décadas.