Pesquisadores divulgam Nota técnica sobre a invasão do Dourado no Rio Iguaçu

O estudo propõe uma medida para o controle

(Foto: Reprodução).
(Foto: Reprodução).

Pesquisadores da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Universidade Federal do Paraná – Curitiba (UFPR), Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE) – Toledo e Universidade Estadual de Maringá (UEM) realizaram uma proposta para Controle do Dourado no Rio Iguaçu através de uma Nota técnica publicado no Boletim da Sociedade Brasileira de Ictiologia.

Confira aqui a nota na íntegra.

“O dourado é uma espécie originaria da Bacia dos rios Paraná, Paraguai, Uruguai, Bacia da Prata e amazônica […] E Devido a uma barreira geográfica (cataratas do Iguaçu) essa espécie nunca ocorreu naturalmente na região do Rio Iguaçu. Atualmente sua presença se deve a uma INTRODUÇÃO de forma equivocada e esta trazendo grande risco para a biodiversidade local. Pois é uma espécie predadora topo de cadeia, e ameaça espécies de pequeno porte (como lambaris e pequenos bagres) que só ocorrem neste Rio.”

A proposta de manejo que os pesquisadores sugere uma alteração na Lei ambiental n° 19.789 no Paraná, que atualmente esta em vigor em todo o território estadual, proibindo a pesca do dourado. Segundo o pesquisador Iago Vinicios Geller, um dos responsáveis pelo estudo, a lei quando aprovada não consultou a comunidade cientifica e não levaria em consideração a Bacia do Iguaçu onde o dourado NÃO É NATIVO!

Ainda segundo os responsáveis, a nota técnica foi elaborada em resposta a esta Lei, com dados científicos sobre o hábito do dourado e como ele pode impactar negativamente a os peixes NATIVOS do Iguaçu. Os pesquisadores então sugerem modificação breve nesta Lei: para LIBERAÇÃO DA PESCA E PROIBIÇÃO DO PESQUE E SOLTE DO DOURADO NO IGUAÇU PROIBIÇÃO DE NOVAS INTRODUÇÕES NO LOCAL.

Vale Ressaltar que a Nota Técnica é apenas uma proposta, e sugere possíveis alterações na lei ambiental futuramente. Novos estudos estão sendo realizados pelos pesquisadores com o objetivo de aumentar o aporte cientifico dos impactos.

A ação envolve também novas parcerias com órgãos governamentais como IAP, IBAMA e ICMbio estão sendo realizadas.

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