Danielle Masnik é empossada presidente da subseção em Porto União

Solenidade contou com presidente da Ordem de Santa Catarina. Danielle é a primeira mulher a assumir o cargo na cidade

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Atualizado há 11 anos

A cerimônia de posse na capital catarinense já ocorreu no dia 25 do mês passado, quando foi empossada também a diretoria da Seccional de Santa Catarina, a diretoria da Caixa de Assistência dos Advogados, além do Conselho Estadual, no entanto, faltava a posse em casa. A solenidade de posse da presidência da subseção da Ordem dos Advogados de Porto União (OAB) da diretoria e do conselho, aconteceu nessa noite,28 , no auditório da Universidade do Contestado (UnC). A solenidade ainda contou com a presença do presidente da Ordem de Santa Catarina, Paulo Brincas. Para Danielle a presença de Brincas trouxe mais força para o início desta gestão. “A presença do presidente da seccional aqui em Porto União fortalece e renova o compromisso desta nova gestão para com a advocacia local, em que se busca atender aos anseios da classe e também a defender o Estado Democrático de Direito”, comentou.

A gestão da presidente teve início em janeiro. Em suas primeiras ações, as atividades foram internas, relativas ao andamento de processos ético-disciplinares e o atendimento aos advogados junto a subseção.

Danielle é a primeira mulher a assumir a presidência da OAB em Porto União. Contando com isso também o Dia da Mulher foi lembrado com maior importância pela subseção, com palestra de outra advogada, Marcelle Pereira Rossa. Outra ação, a mais recente, foi a primeira palestra sobre o novo Código de Processo Civil (CPC), em que mais de 130 pessoas, entre advogados e juízes, participaram.

Já para o futuro os trabalhos são bem mais desafiadores. “Temos vários projetos e preocupações. Vamos iniciar conversas com representantes do município para juntos reivindicarmos junto ao Tribunal de Justiça a reforma do Fórum. Queremos participar dos conselhos consultivos municipais, contribuindo para a sociedade. Temos planos para atuar junto às escolas, com o projeto “OAB vai à escola”. Além, é claro, de atender aos advogados, o que é a nossa prioridade”, adiantou.

Da presidente

“Historicamente, no cenário nacional, cada mulher que alcança um cargo mais elevado, significa uma conquista para a mudança dos problemas relacionados à diferença de gênero. Na advocacia não é diferente. Todo o regramento que regula o exercício da advocacia e toda a estrutura (física) jurídica foi primordialmente pensada a partir do modelo masculino que era predominante.

Nestes 13 anos de exercício da advocacia e, até pouco tempo, uma das poucas advogadas atuantes, vi que ainda precisamos batalhar por prerrogativas profissionais específicas das advogadas, em razão de características próprias e de experiências que só a mulher vivencia, a exemplo do período gestacional, pós-parto e de amamentação. Ou ainda, em situações em que possa ocorrer maior risco em virtude da condição de mulher, como no atendimento a clientes em delegacias e unidades prisionais.”

Fotos: Lu Calistro

 

 

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