Não é por dinheiro e nem por convicções políticas. É por amor à causa mesmo. Os Protetores Sem Fronteiras de União da Vitória (PR) e Porto União (SC) se desdobram para recolher, abrigar e alimentar milhares de cães, filhotes e adultos.
Algumas protetoras protagonizam histórias emocionantes de renúncia e amor à causa. Diariamente nas redes sociais pipocam apelos para adoção responsável, onde as protetoras tentam achar um lar para filhotes ou cães velhos e maltratados, que perambulam pelas cidades em completo abandono.
Um aspecto positivo, na visão das defensoras da causa animal, é a ação da autoridade policial militar das duas cidades. Não são poucas as ocorrências de maus tratos e abandono de cães e cavalos, atendidas pelos policiais militares. O problema é que a pena é branda para esses tipos de ocorrência. Mesmo assim dezenas de animais são salvos da morte a cada mês.
Outro problema sério são as custas com veterinários, que dão grande colaboração, tratando de animais, por preços quase simbólicos. Esses profissionais precisam viver, e comprometer atendimento com animais de rua gera prejuízos.
A arrecadação de ração para distribuir entre as protetoras e parte da população que não tem dinheiro é um desafio e quase sempre o caminho é uma campanha de conscientização e arrecadação.
Cãopanha
A campanha da vez é a “Cãopanha” organizada pela Academia Acqua Vida Sports, para ajudar os Protetores Sem Fronteiras para auxiliar animais de famílias carentes e animais de ruas.
A academia estará arrecadando até o dia 28 de fevereiro rações e dinheiro, ou seja, a quantidade que cada um puder doar, para repassar aos protetores.
De acordo com a academia, no dia 28 de fevereiro, todos os recursos serão contabilizados e todo o valor e ração arrecadada. A academia estará doando a sua parte, 50% a mais do total arrecado.
O objetivo principal da campanha é ajudar muitos animais carentes que são alimentados mensalmente através dos protetores sem fronteira. As doações podem ser entregues na própria academia.