Não é de hoje que as redes sociais geram polêmicas que ultrapassam o mundo virtual. Nesta terça-feira, 22, vimos mais um exemplo da força que possuem as mídias da internet.
Tudo teve início com uma postagem por parte do vereador de Porto União, Sandro Luciano Calikoski, lamentando a trágica morte de um jovem e pedindo por mais segurança no município e “menos blitz”. O que ninguém esperava é que o “post” fosse ter tamanha repercussão. Foram mais de 400 curtidas, diversos compartilhamentos e comentários que acabaram por levar a Polícia Militar de Porto União à Casa de Leis dos vereadores na última sessão ordinária.
Atendendo ao pedido do presidente da Câmara de Porto União, Alceu Jung, representando a 1ª Companhia de Polícia Militar de Porto União, o comandante José Ronaldo Branco, esteve presente para esclarecer as dúvidas dos vereadores a respeito da realização das barreiras policiais, as blitz, como são conhecidas da comunidade.
A realização das barreiras é tema de discussão faz muito tempo entre a comunidade, que reclama dos horários e locais onde são realizadas as ações. Já para a Polícia Militar esta é uma forma efetiva de garantir o cumprimento da Lei. “Nas barreiras policiais não são averiguadas apenas infrações de trânsito, em várias oportunidades foram apreendidas drogas, armas ilegais, que dão base para outros tipos de crimes”, disse Branco. “Para a comunidade é fácil identificar um policial, mas para a Polícia o único meio de diferenciar um cidadão de bem de um infrator são as abordagens” completou.
Outro tema amplamente discutido foi a “indústria da multa”, onde os policiais da Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas (ROCAN) seria, segundo parte da comunidade, a grande vilã por trás do aumento das multas de infrações de trânsito. Sobre isso Branco esclareceu que o dinheiro da arrecadação das multas é dissolvido entre a Polícia Militar, Polícia Civil, Prefeitura Municipal e o Governo do Estado. “Não existe indústria da multa”, finalizou.
Já ao final da sessão, prestigiada por diversos policiais militares, ficou esclarecido aos presentes que a Polícia Militar age conforme as leis, que foram redigidas há tantos anos pelos nossos representantes, e que não há motivo algum para que a conduta da Polícia Militar de Porto União seja diferente da que vem sendo adotada
Confira a entrevista do comandante
Fotos: Lu Calistro/Salete Venancio






