Artigo: Gestão e desenvolvimento

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Atualizado há 13 anos

Por Paulo Bornhausen

No início da década de 90, o grande desafio dos administradores púbicos em todo o mundo, notadamente nos países em desenvolvimento, era domar o dragão da inflação. No Brasil, o Plano Real venceu o desafio. Hoje, tem-se na gestão pública de qualidade o instrumento basilar para alcançar o desenvolvimento econômico sustentável.

O governador Raimundo Colombo deu, em Santa Catarina, o primeiro e fundamental passo nesse sentido, ao instituir o planejamento das ações da administração estadual. Agora, já com a consolidação da Nova Economia catarinense, cabe disseminar, no executivo municipal, a cultura do planejamento e de gestão focada em resultados.

Exemplo claro é o último resultado do programa Juro Zero para MEIs. No mês de abril, foram realizadas 1050 operações, movimentando cerca de R$ 3 milhões. Este é o maior número desde o lançamento do programa, em novembro de 2011. No total, foram realizados 13.373 empréstimos, atingindo a marca de R$ 37,5 milhões.

No Juro Zero temos foco, métrica e, especialmente mérito. É o governo, com a parceria fundamental do Sebrae-SC, cumprindo seu papel de indutor do desenvolvimento, sem nenhum traço de paternalismo. Os microempreendedores individuais catarinenses estão se profissionalizando e, com isso, movimentando, com resultados concretos, tangíveis, a nossa nova economia.

É o caminho a ser seguido pelas administrações municipais. Há que se modernizar a administração pública, com qualificação dos servidores e o aumento da capacidade de investimentos.

Deve ser um esforço de todos: sociedade, iniciativa privada, governos; cada qual no seu papel, com destaque para a força da agenda – e da cobrança – da sociedade. 

Paulo Bornhausen é Secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável

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