*Daniel Baez Brizueña*
Passadas as eleições municipais é hora de baixar os tons, os discursos e os ânimos eleitorais e pensar o amanhã e o futuro, já que o presente nos deu sua dádiva, onde cada cidadão e cidadã tiveram a oportunidade de escolher seus legítimos representantes no poder legislativo e executivo local. Já diz o ditado popular: “ninguém é tão bom, tão forte como todos nós juntos”.
A contribuição dos indivíduos em seus conjuntos cria a força real de uma sociedade em constante mudança.
A característica mais notória da sociedade contemporânea consiste na pluralidade e no pragmatismo, para recriar as diferentes formas de verdades, que está em continua mudança. Uma sociedade plural não alimenta nem aceita preconceitos nem discriminações perante as diferenças. Nem o embate político mais ferrenho é capaz de apagar o desejo de tempos melhores que todos os cidadãos e cidadãs esperam dos recém-eleitos para o poder legislativo executivo local.
Trabalhar juntos por União da Vitória exigirá dos candidatos eleitos maturidade, flexibilidade no diálogo com a população, pragmatismo na hora de concretizar projetos tão ansiados pela população e principalmente uma abertura de mentalidade aos novos tempos em que estamos inseridos.
Estes são alguns dos desafios que encontrarão os candidatos eleitos Pedro Ivo e o Professor Jair, dois grandes líderes que a população espera que possam trabalhar em sintonia com as necessidades reais do povo.
O resultado das eleições deixa em evidência que o exercício real da cidadania passa pelo viés crítico do cidadão. A política tem essa face dinâmica que ultrapassa as simples fronteiras do dogmatismo em qualquer tipo de manifestação. Aqueles que somente se alimentam do saudosismo do passado não conseguem compreender as exigências do tempo presente.
Por isso, todo projeto, todo slogan político ou ideias de qualquer índole, nos dias de hoje exigem um espírito de reintegração dentro da sociedade plural e com desejo de manifestação de individualidade que já não tolera uma única fonte de verdade. O dogmatismo já não está na moda, faz tempo que já não incomoda a sadia dimensão crítica dos cidadãos.
A frase “Juntos por União da Vitoria” está sempre como exigência pragmática que precisa atualizar-se nas exigências concretas da história.
Esta dinâmica de unidade longe de ser negativo ajuda ao indivíduo a reavaliar suas atitudes e descobrir novas perspectivas de projetos e realização.
Este é o grande desafio do sujeito contemporâneo, abrir-se aos novos tempos, adaptar-se as mudanças que a própria formação social exige dos cidadãos e cidadãs do século XXI. Abandonar a trincheira de ser um simples expectador e tornar-se co-autor de novas formas de cidadania.
O estar no mundo, no meio das coisas, é uma circunstância fundamental. Somente a partir desta realidade “juntos” podemos construir novos tempos de esperança e desenvolvimento. Quebrar paradigmas não é tarefa fácil. Somente os líderes corajosos e com visão de futuro são capazes de construir e, ao mesmo tempo, os cidadãos e cidadãs que sem medo de errar, depositam sua confiança em candidatos que apresentam propostas e abrem uma “possibilidade” de tempos melhores para todos.
A contemporaneidade exige um grande esforço para que o “eu” cidadão com direitos, deveres e obrigações possa adaptar-se as mudanças de participação na sociedade.
O “eu” cidadão é a manifestação dos desejos que aparecem na manifestação da pluralidade. Compreender este desafio exige sempre uma boa dose de humildade, transparência e histórico de vida marcado pelo desejo de ajudar o semelhante.
Quem não se adapta a esta exigência dos tempos presentes torna-se um “estranho” idealista que está condenado a uma “angústia” que leva em muitos casos a uma “banalização” das exigências dos tempos presente.
O fazer a vida, o dar um sentido para a existência no uso da liberdade, não ocorre no vazio. É o que nos mostra a analítica existencial de Martin Heidegger ou mesmo o que se apreende das reflexões de Jose Ortega e Gasset sobre a circunstância.
Como, alguma vez já diz Karl Jaspers “O homem precisa de se arrancar a si próprio para não se perder no mundo e em hábitos, em irrefletidas trivialidades e rotinas fixas. Filosofar é decidirmo-nos a despertar em nós a origem, é reencontrarmo-nos e agir, ajudando-nos a nós próprios com todas as forças”. A consciência crítica na hora de escolher um representante é fundamental, sem deixar-se cegar pelos simples apelos marqueteiros.
A grande lição que oferece a toda a população de União da Vitória a eleição municipal é que a forma de fazer política está em um estágio de dinamismo jamais imaginado por muitos, está em mudança, uma mudança de atitude e de conceitos não só por parte dos candidatos, mas principalmente por parte dos cidadãos e cidadãs que com seu voto imprimem uma nova fase na história política do nosso município.
A vida é resultado de escolhas e elas contribuem para nossa individualização. Cada homem é um mundo, porque vive sua relação com tudo que o envolve de forma única e a consciência desta singularidade aumenta à medida que se vai vivendo e significando as escolhas.
Juntos por União da Vitória, traz consigo novos ares, abrindo novos espaços para novos tempos de participação social, políticas públicas inclusivas e para uma vivência sadia das ideias democráticas em constante reconstrução.
● Daniel Baez Brizueña é licenciado em Letras e acadêmico de Filosofia da Fafiuv