Audiência Pública foi criticada por empresários e festejada pelos políticos

Reunião foi marcada por proeminentes discursos políticos e pouco proveito prático

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Atualizado há 13 anos

IMG_7691Sexta-feira, 26, final de expediente, políticos, empresários e alguns indivíduos que nada tinham a ver com o assunto se empoleiravam no minúsculo auditório da UnC. A pauta era importante: as diferenças tributárias entre Porto União (SC) e a vizinha cidade de União da Vitória, que pertence ao estado do Paraná. O debate foi promovido pela Assembléia Legislativa de Santa Catarina. Além de Porto União, outros dois municípios de fronteira sofrem com as diferenças tributárias entre Paraná e Santa Catarina: Dionísio Cerqueira, no extremo oeste e Mafra, no planalto norte.

O que era para ser uma reunião proveitosa terminou com vários discursos políticos repetitivos e de pouco proveito. Para piorar a situação, se aproveitando do fato da reunião ser uma Audiência Pública, algumas pessoas travestidas de “preocupados munícipes” deram show de ignorância e oportunismo. Depois dos acalorados discursos e trocas de gentilezas e elogios entre políticos locais e deputados, a reunião foi encerrada sem a confecção de um documento sequer.

O prefeito de Porto União, Anízio de Souza criticou a falta de objetividade da audiência. “Pensei que um documento sairia da audiência direto para as mãos do governador”, disse. No entanto o prefeito disse acreditar em uma mobilização por parte dos deputados envolvidos na audiência no sentido de propor medidas na Assembleia Legislativa de Santa Catarina para ajudar os municípios de fronteira.

O deputado estadual Antonio Aguiar foi uma exceção à regra. Preocupado, trouxe assessores que dispararam telefonemas para a capital, anotaram as reivindicações da região de fronteira, incluindo Irineópolis e Matos Costa. Aguiar afirmou que vai protocolar várias ações na assembléia para encaminhar uma solução para colocar os municípios catarinenses de fronteira, em pé de igualdade com seus vizinhos paranaenses. “A questão fundamental é o ICMS, as tarifas da Celesc, desiguais e extremamente prejudiciais em Santa Catarina”, diagnosticou.

Aguiar disse que as pequenas usinas da região vendem energia para a Copel e depois a Celesc compra da Copel. “Isso é um absurdo, um paradoxo”, disse taxativo. Já o vice-prefeito de Porto União, Aloísio Salvatti, assumiu o papel de “cobrador” do município. Ele disse que vai pressionar e procurar pessoalmente os deputados envolvidos na Audiência Pública para cobrar uma agenda positiva para resolver as demandas de Porto União. “É nossa obrigação. O prefeito Anízio e eu estamos determinados em resolver a questão”, finalizou.

 

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