
A Câmara de Vereadores de União da Vitória anunciou, neste sábado (18), a suspensão da sessão extraordinária que decidiria sobre a destituição do presidente da Casa, Anderson Cardoso. De acordo com a nota oficial, a interrupção ocorreu por questões de ordem regimental.

A sessão havia sido marcada após a aprovação, no fim de setembro, da representação protocolada pela vereadora Thays Bieberbach (PT), que acusa o presidente de condutas irregulares na condução dos trabalhos legislativos. O documento, com quase 40 páginas, foi aprovado por 8 votos a 4, dando início à fase decisiva do processo.
O caso
Durante a aprovação da representação, os debates entre os parlamentares foram intensos. O vereador Marcio Utzig pediu o arquivamento do processo por supostas falhas regimentais, mas o então presidente interino, Cordovan Neto, afirmou que o setor jurídico confirmou a legalidade da tramitação.
A vereadora Guga defendeu Anderson Cardoso, enquanto o vereador Borracha criticou a condução da Mesa Diretora e lembrou que o presidente teria prazo para apresentar sua defesa. O vereador Sass destacou que a votação final só ocorreria após a conclusão dessa etapa.
Thays Bieberbach e Pastora Josi relataram episódios de tratamento inadequado por parte do presidente, base para a representação.
Posicionamento do presidente
Anderson Cardoso afirmou ser alvo de rivalidade política e citou denúncia anônima no Ministério Público por violência de gênero, arquivada posteriormente, mas que teria sido usada contra sua imagem.