
A 17ª sessão da Câmara de Vereadores de Porto União começou com dez minutos de atraso e muita conversa no plenário. Embora não estivesse lotado, nesta terça-feira, 16, o auditório recebeu um número considerável de expectadores, a maioria ansiosa para conhecer o resultado da segunda votação pelo aumento no número de cadeiras no Legislativo.
Mas, a curiosidade precisou ter paciência: apenas às 21h47 a votação começou. O resultado não foi nenhuma novidade. De novo, seis votos foram favoráveis ao aumento de mais duas cadeiras, em um total de 11 para a próxima eleição.
A comunidade que assistiu de perto a votação, saiu calada do plenário. O projeto, de autoria dos vereadores, Alceu Jung (DEM), Maria Aldair (PP) e Osmar Martins (PMDB), foi aprovado sem praticamente nenhum obstáculo. Nem a força da OAB local, do pronunciamento de uma professora ou das manifestações pelas redes sociais, seguraram a decisão. Assim, a partir da próxima eleição, o eleitor terá duas opções a mais de voto.
Nova casa
Na sessão, durante cerca de 40 minutos, aproximadamente, o secretário de Planejamento, Cláudio Tilgner, apresentou um estudo preliminar para a construção da nova Câmara de Vereadores. O documento foi elaborado por ele em parceria com a arquiteta da prefeitura, Fabiana Weber.
Conforme o projeto, a nova casa não ficará na Cohab, como defendido pelo vereador Osmar Martins, em um primeiro momento. Agora, a Casa pode ser no terreno que abriga o barracão do Demutran, na Rua Frei Rogério, no centro. A construção seria demolida e uma obra de quatro pavimentos seria erguida. “Já que aqui, na Estação, não há mesmo como ficar”, pontuou Tilgner. De acordo com o estudo, a construção terá 1.168 metros quadrados e custará cerca de R$ 2 milhões. “A obra pode ser de concreto, pré-moldado, que é de rápida execução, limpa e barata”, sugeriu o secretário.
Os vereadores gostaram do protótipo mas questionaram a verticalização. Para a maioria, a acessibilidade – logo um projeto mais plano – deve ser levada em conta. Por isso, pediram uma revisão do documento. Não está bem claro ainda, por exemplo, se o terreno seria doado à Câmara ou ficaria sob posse da prefeitura. Para a Casa de Leis, essa definição é importante.
Em pauta
Embora com uma pauta extensa, a reunião desta semana ficou focada na participação de Tilgner e na aprovação, em segunda votação, do projeto de aumento no número de cadeiras.
A reunião terminou após às 22 horas por conta de uma série de projetos do Executivo que precisaram ser lidos, em caráter de urgência.
* Correção feita às 18h36 sugerida por Jonilson Indignelson.