Dilma, Richa e Colombo tomam posse e falam em mudanças

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Atualizado há 12 anos

Presidente da República e governadores do Paraná e Santa Catarina foram reeleitos para mais quatros anos de mandato

(Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.)
(Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.)

Três cerimônias de posse, mas com promessas parecidas. A presidente Dilma Rousseff (PT) e os governadores Beto Richa, do Paraná e Raimundo Colombo de Santa Catarina, assumiram os erros de seus primeiros mandatos e usaram uma fórmula parecida para emanar otimismo: mudanças e austeridade. Dilma tomou posse na quinta-feira, 1º, em seu segundo mandato ao lado de vice Michel Temer, após serem reeleitos na disputa presidencial mais acirrada desde a redemocratização do País.

Em seu discurso de posse do segundo mandato presidencial, no Congresso Nacional, Dilma prometeu defender a estabilidade e a credibilidade da economia. A presidente ainda prometeu manter a política de valorização do salário mínimo e a inflação abaixo do teto da meta estipulada, que é de, no máximo, 6,5 por cento ao ano. Dilma Rousseff disse que a retomada do crescimento econômico do Brasil passa pelo ajuste nas contas públicas e que esse ajuste será feito com o menor sacrifício possível para os mais pobres.

A presidente reeleita começa o novo governo com desafios principalmente econômicos, como o controle da inflação e a retomada do crescimento. A nova gestão também começa em meio à crise da maior empresa estatal do País, a Petrobras, investigada pela Polícia Federal devido a casos de corrupção. Para o segundo mandato, Dilma terá novamente 39 ministérios. Quinze ministros foram mantidos em suas pastas na reforma ministerial, quatro trocaram de ministério, mas foram mantidos no primeiro escalão, e 20 novos nomes vão integrar o Governo Federal a partir de 2015. A reforma, feita em etapas, contemplou partidos da base aliada, além da cota pessoal da presidente, com nomes de sua confiança.

O mandato da educação

Em seu discurso no plenário da Câmara dos Deputados, Dilma Rousseff anunciou que no seu novo governo vai priorizar a educação de qualidade para todos os segmentos da população. “Gostaria de anunciar agora o novo lema do meu governo. Ele é simples, é direto e é mobilizador. Reflete com clareza qual será a nossa grande prioridade e sinaliza para qual setor deve convergir o esforço de todas as áreas do governo”, explicou. O lema será: Brasil, pátria educadora!. Segundo a presidente trata-se de lema com duplo significado. “Ao bradarmos “Brasil, pátria educadora” estamos dizendo que a educação será a prioridade das prioridades, mas também que devemos buscar, em todas as ações do governo, um sentido formador, uma prática cidadã, um compromisso de ética e um sentimento republicano. Só a educação liberta um povo e lhe abre as portas de um futuro próspero”, disse.

(Foto: Pedro Ribas/ANPr)
(Foto: Pedro Ribas/ANPr)

PARANÁ: Beto Richa

O governador reeleito Beto Richa (PSDB) tomou posse em Curitiba e comentou os impasses com o Governo Federal que marcaram o primeiro mandato. “Podemos exigir que Brasília nos trate com o respeito que merecemos“, disse. O governador disse que espera que as conversas entre o Paraná e o Governo Federal sejam maduras e transparentes. No discurso, Richa também destacou as realizações durante seu primeiro mandato à frente do Executivo estadual. “Faz melhor quem conhece a realidade. Ninguém conhece o Paraná como eu”, afirmou.

No primeiro ato ao tomar posse como governador reeleito do Paraná,  Beto Richa assinou um pacote de 18 decretos, a maioria deles na tentativa de conter gastos. As medidas iniciais do segundo mandato estabelecem, por exemplo, a proibição de contratar novos servidores efetivos, a renegociação de todos os contratos e licitações em andamento e o levantamento completo das dívidas do estado num prazo de 90 dias. Com a assinatura do pacote de decretos, Richa contraria o discurso que adotou durante toda a campanha eleitoral e, também, depois que foi reeleito. “Enfrentamos um momento difícil. Quando os desafios se agravam, devemos nos adaptar para superá-los. Sem algum sacrifício, não atingiremos nossas metas”, defendeu.

(Foto: Pedro Ribas/ANPr)
(Foto: Pedro Ribas/ANPr)

SANTA CATARINA: Raimundo Colombo

A principal promessa do governador reeleito de Santa Catarina, Raimundo Colombo (PSD), durante a cerimônia de posse na noite de quinta-feira na Assembleia Legislativa do Estado é a de um “novo governo, mais técnico e eficiente”. Durante 25 minutos de discurso, o governador citou as conquistas do Estado que tem os melhores indicadores econômicos do País e prometeu a “quebra do paradigma das reeleições”, negando a repetição do governo. “Não serei o mesmo governador que fui até agora. Pretendo me superar no melhor e reverter erros e omissões. Quero inverter a tentação da repetição. O novo surpreendente prevalecerá sobre o previsível”, declarou.

Em seu discurso, Colombo falou das dificuldades que encontrou no primeiro mandato com as greves e os ataques do crime organizado. “Tivemos um choque de realidade”, disse. O governador também falou sobre os principais programas de governo lançados no primeiro mandato e citou especialmente o Pacto por Santa Catarina, um pacote de obras estadual lançado em 2012, com a expectativa de que R$ 10 bilhões sejam investidos e aplicados em todas as áreas do governo. Até o momento, citou, foram aplicados 20% dos recursos totais do pacto, índice que deve chegar a 65% até o final de 2015, com obras em hospitais, estradas, escolas e viaturas e equipamentos para a segurança do estado.

Enxugando a máquina administrativa

No início de dezembro, Colombo afirmou que deve extinguir, ao menos, 500 cargos comissionados no novo mandato. Segundo o governador, funções sobrepostas em órgãos públicos e secretarias serão extintas. “Nós vamos diluir custos e aumentar eficiência”, afirmou o governador. Em 30 de dezembro, automaticamente, todos os servidores que exercem cargos comissionados são exonerados com o término do mandato. De acordo com a assessoria de comunicação do Governo, desde o dia 2 ocorrem as novas contratações e agora, neste período de troca, é que serão extintos os cargos.

 

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