Dilma Rousseff tem pressa. Pelos cálculos de sua assessoria, hoje o impeachment não passaria. Logo, deve ser votado o quanto antes por um Congresso que se esfacela no jogo pesado do Palácio do Planalto para manter o poder.
“Não podemos parar o país até 2 de fevereiro”, justifica Dilma, numa manifestação de desfaçatez incrível. O país, que está paralisado há quase cinco anos, teria agora pressa em atender a presidente que o conduziu à estagnação e à falência.
Dilma não tem pejo. Sem mais, nem menos, tomou para si o slogan de seu vice Michel Temer, o da reunificação do país. Logo ela e a trupe lulista que há anos prega a divisão entre ricos e pobres, entre os do bem e os do mal, num maniqueísmo canhestro que é a base de toda a ideologia do lulopetismo.
Dilma Rousseff deixou claro que quer evitar o debate amplo sobre o impeachment. Espera que Renan Calheiros convoque o Congresso Nacional. Caso ele não o faça, a petista está disposta a usar da prerrogativa de presidente da República. “O Congresso pode ser convocado por mim”, diz ela.
Do contra
Apenas três deputados da bancada paranaense na Câmara Federal se posicionaram contrários à abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, do PT. A reportagem da entrou em contato com os 30 parlamentares que formam a bancada do Paraná e 12 deles disseram que vão votar a favor da abertura do processo. Outros 10 deputados não quiseram se posicionar a respeito do assunto enquanto os partidos não tomarem uma decisão sobre o posicionamento das legendas.
Pode piorar
Economistas preveem piora da inflação e do PIB após processo de impeachment. Documento aponta manutenção da Selic em 14,25% em 2016.
Gilbertinho out
Gilberto Carvalho esteve no Palácio do Planalto agora pela manhã, mas não foi recebido por Dilma Rousseff. A petista designou Edinho Silva para falar com o ex-ministro. Ao evitar o sacerdote, Dilma evita Lula.
Só faltava essa
Uma operação do Gaeco do Ministério Público do Paraná, com apoio de 150 policiais militares, levou dez homens para a cadeia, entre eles três policiais militares, no início da manhã de ontem. Foram cumpridos mandado de buscas e apreensão nas residências de seis policiais militares e de três policiais civis, além de outros locais. Há suspeita de que policiais militares estejam envolvidos em vendas de drogas durante festas raves na Grande Curitiba.
Requião bolivariano
O senador Roberto Requião, bolivariano com saudades de Hugo Chavez, tentou explicar o resultado das eleições na Venezuela e a derrota de Maduro. “Pressão internacional, petróleo que cai de 140 dólares pa 30, guerra midiática e erros do governo levam à vitoria da direita na Venezuela.”
Não larga o osso
Desde que o PT decidiu lançar candidatura própria contra o prefeito Gustavo Fruet, do PDT, em Curitiba, a rapaziada fruetista e assemelhada passou a exigir que os petistas devolvam os cargos que ocupam na máquina. Ora, pois, não é fácil convencer a turma da Gleisi, do Paulo Bernardo e do Andre Vargas a largar o osso. E o que têm sob controle não é de somenos. Os matemáticos do PDT calculam que a caterva do PDT já controlou 23% do orçamento de Curitiba nesses anos de Gustavo Fruet.
Sinecuras
Só a Secretaria de Saúde representa boa parte do espólio do PT. Mas há mais, muito mais. Sinecuras graúdas. São 30 cargos em comissão na prefeitura para filiados do PT. Nenhum deles quer entregar a prebenda.
Dois impeachments
Aos 73 anos, o deputado federal Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) é, ao mesmo tempo, opositor ferrenho de Dilma Rousseff e de Eduardo Cunha. Enquanto a maioria dos políticos do Congresso Nacional escolheu um lado na guerra entre a petista e o peemedebista, o ex-governador pernambucano critica com contundência a permanência de Cunha no comando da Câmara e defende com veemência o impeachment de Dilma.
Bolivarianos em baixa
A oposição venezuelana derrotou o chavismo e conquistou a maioria do Legislativo nas eleições de domingo, pela primeira vez em 16 anos, num forte golpe contra o presidente Nicolás Maduro e a revolução bolivariana. O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) anunciou na madrugada desta segunda-feira que a coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) ganhou, pelo menos, 99 assentos contra 46 do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), de um total de 167 vagas. Com 96,03% das urnas apuradas, a oposição tem apenas uma maioria simples. Ainda há 22 posições a definir. A oposição precisa de mais uma vaga para obter 3/5 do parlamento e 12 para obter 2/3 das posições no Legislativo. O ministro Eliseu Padilha decidiu deixar a Aviação na quarta, quando soube pelo DO que o seu indicado para a Anac tinha sido excluído em favor de um nome do senador Raimundo Lira (PMDB). Na quinta, após a reunião.