A candidata Carol Chab, que disputa uma vaga a deputada federal pelo MDB com o número 1517, quer que parte do imposto seletivo seja revertido para campanhas de prevenção e tratamento do alcoolismo. A comunicadora, empresária e engenheira agrônoma quer promover um debate que afeta toda a família.

Na visão de Carol, um futuro projeto de lei que promova tal destinação de recursos é importante para atacar o problema do alcoolismo em duas frentes: no fim do estigma de quem sofre com a doença e em novas formas de recuperar os dependentes.
“O alcoolismo exige tratamento e políticas públicas eficazes. Minha proposta é destinar uma parcela da arrecadação de impostos sobre bebidas alcoólicas para o financiamento de programas de prevenção e tratamento da dependência. Isso é importante porque, ao mesmo tempo em que campanhas veiculadas em mídias sociais, rádio e TV promovem uma conscientização, uma frente de tratamento pode ser utilizada com diferentes estratégias de cuidado, melhor triagem no atendimento e novas terapias em unidades de saúde”, afirma a candidata.
Carol, no entanto, ressalta que uma proposta com essa, que gera um impacto econômico e social, deve ser conduzida com muitos debates e a participação de toda a sociedade. “A minha proposta é que essa destinação de parte do imposto se transforme em um projeto de lei transparente. Na Câmara, ele permitirá que esse tema seja amplamente discutido e que diferentes setores da população possam fazer parte desse debate”, explica.
*Um problema que também atinge as mulheres*
Quando se fala de alcoolismo, é comum pensar esse é um problema essencialmente da população masculina. No entanto, cada vez mais mulheres, por diferentes razões, sofrem com a dependência de bebidas alcoólicas. Segundo o Vigitel, levantamento oficial do Ministério da Saúde sobre o tema, o número de mulheres adultas nas capitais que apresentam um consumo episódico pesado de álcool (quando há uma ingestão intensa em duas horas) saltou de 7,8% em 2006 para 15,7% em 2024.
Outro dado relevante diz respeito ao Transtorno por Uso de Álcool (TUA), que é o conjunto de situações que compromete a vida pessoal e profissional. De acordo com o III Levantamento Nacional de Álcool e Drogas, divulgado em 2025 pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o risco de TUA entre mulheres é de 7,1%.
*Como acolher e ajudar as mulheres que sofrem com o alcoolismo*
A discussão sobre o problema entre as mulheres já possui alguns desdobramentos. No ano passado, a Câmara dos Deputados aprovou a Lei nº15.281, que cria uma estratégia específica no Sistema Único de Saúde (SUS) de assistência a mulheres dependentes de álcool, em especial gestantes e puérperas.
“O projeto de lei servirá para homens e mulheres, mas é fundamental ter um olhar para o sofrimento da população feminina. Muitas vezes, a mulher sofre da mesma dependência, mas é considerada a vergonha da família; muitas delas recorrem ao álcool para sanar as suas dores. Durante o período em que trabalhei no rádio, vi essa realidade e penso que o poder público, os parlamentares e toda a sociedade precisam se mobilizar para recuperar essas mulheres e todos aqueles que sofrem com o alcoolismo”, reforça Carol.