G7 entrega agenda estratégica a Sandro Alex, Moro e Requião Filho

Agenda Estratégica do G7 Paraná reúne propostas para orientar os planos de governo dos candidatos ao Palácio Iguaçu

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Atualizado há 1 mês

O G7 Paraná entregou a Sandro Alex (PSD), Sergio Moro (PL) e Requião Filho (PDT), candidatos ao governo estadual mais bem colocados nas pesquisas de intenção de voto, um documento com propostas para o desenvolvimento do Estado entre 2027 e 2030.

A Agenda Estratégica do G7 Paraná tem 48 páginas e reúne demandas relacionadas à agropecuária, indústria, comércio, serviços, turismo, cooperativismo, transporte, infraestrutura, meio ambiente, tributação, educação, saúde, segurança pública e gestão do Estado.

Sandro Alex recebeu o documento na segunda-feira (24). As entregas a Sergio Moro e Requião Filho ocorreram nesta terça-feira (25), completando a primeira rodada de apresentação da agenda. O material também será encaminhado aos outros cinco candidatos ao governo estadual.

Segundo o G7 Paraná, a entrega não representa apoio a candidatos ou partidos políticos. O objetivo é fornecer subsídios para a elaboração dos planos de governo e de políticas públicas destinadas ao desenvolvimento econômico e social do Estado.

Setor produtivo apresenta propostas

A agenda foi elaborada conjuntamente pelas sete entidades que integram o G7 Paraná: Sistema FAEP, Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná (Fetranspar), Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio-PR), Federação e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Fecoopar), Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná (Faciap) e Associação Comercial do Paraná (ACP).

O documento está estruturado em três eixos principais: desenvolvimento econômico, desenvolvimento social e gestão pública.

De acordo com o coordenador do G7 Paraná e presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, a agenda apresenta um diagnóstico dos setores produtivos e propostas consideradas viáveis para o próximo governo.

“Queremos contribuir para a construção de propostas reais, viáveis e alinhadas com as necessidades de quem produz, trabalha e gera empregos e renda no Paraná. É fundamental que os candidatos tenham em mãos um diagnóstico detalhado de cada setor e sugestões concretas para impulsionar o desenvolvimento do nosso Estado”, afirmou.

Meneguette destacou que a diversidade econômica paranaense exige uma estratégia que combine o estímulo à produção com avanços nas áreas sociais.

“Precisamos avançar em áreas estratégicas, como infraestrutura, meio ambiente, tributação e financiamento, para garantir oportunidades de crescimento à agropecuária, à indústria, ao comércio, aos serviços, ao turismo, ao cooperativismo e ao transporte”, acrescentou.

Candidatos comentam propostas

Durante a entrega, Sandro Alex afirmou que pretende incorporar ao seu plano de governo demandas consideradas prioritárias pelos setores produtivos.

“Precisamos, de forma coletiva, construir soluções para o Paraná. Certamente, o que está neste documento do G7 Paraná é o que nós defendemos. Se essas são as pautas prioritárias dos setores produtivos, também são as nossas pautas para a continuidade do desenvolvimento do Paraná”, declarou.

O encontro com Sandro Alex também teve a participação do candidato a vice-governador Rafael Greca, dos candidatos ao Senado Alexandre Curi e Cristina Graeml e dos candidatos a deputado estadual Marcio Nunes e Márcia Huçulak.

Sergio Moro destacou que a agenda poderá auxiliar na identificação de entraves enfrentados pela economia estadual.

“Nossa missão está alinhada com as propostas do G7 Paraná. Precisamos criar estratégias de solução diante destas demandas para a condução do Estado. Esse direcionamento do G7 Paraná é importante para identificar os estrangulamentos da economia estadual”, afirmou.

O candidato a vice-governador Edson Vasconcelos também participou da reunião com Moro.

Requião Filho, por sua vez, defendeu a participação das entidades do setor produtivo na formulação das políticas estaduais.

“Queremos a participação e a cooperação das entidades do G7 Paraná para a implantação de políticas públicas. Vamos trabalhar com abertura e troca de informações com as entidades para acertar, lançar e executar programas e projetos”, disse.

Agropecuária e armazenamento de grãos

Entre as propostas para a agropecuária está a ampliação das linhas do Banco do Agricultor Paranaense destinadas à construção de silos em regiões estratégicas, principalmente para o armazenamento de grãos.

A agenda também recomenda a criação de linhas de crédito voltadas à sucessão familiar e aos jovens agricultores, além de financiamentos para projetos de exportação, modernização tecnológica e ampliação da capacidade produtiva.

No seguro rural, o G7 propõe incluir a soja no Programa de Subvenção Econômica ao Prêmio do Seguro Rural do Estado do Paraná. Outra sugestão é estabelecer critérios de priorização por risco climático, ampliando a subvenção para culturas e regiões mais expostas.

O documento ainda defende a modernização tecnológica da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), incentivos fiscais para a agroindustrialização, criação de polos agroindustriais regionais e programas de crédito para agroindústrias familiares e de médio porte.

Indústria e atração de investimentos

Para o setor industrial, a Agenda Estratégica do G7 Paraná propõe fortalecer a Invest Paraná como canal estadual para atração de empresas e investimentos.

O material recomenda a criação de uma plataforma integrada de oportunidades, um serviço de acompanhamento após a instalação dos empreendimentos e um programa estadual de prospecção ativa de investimentos.

A agenda também sugere medidas para diminuir a dependência de insumos estratégicos, tornar o emprego industrial mais atrativo, diversificar as exportações e reduzir os riscos enfrentados por empresas que atuam no mercado internacional.

Comércio e pequenas empresas

No comércio e nos serviços, o G7 Paraná defende medidas para fortalecer os estabelecimentos locais diante do crescimento das vendas digitais e das grandes redes.

Uma das sugestões é criar uma campanha estadual de incentivo ao “compre local”, além de avaliar o tratamento tributário aplicado ao comércio eletrônico interestadual.

O documento também propõe ampliar o acesso de micro e pequenas empresas ao crédito, fortalecer as linhas da Fomento Paraná para capital de giro e investimentos, combater a concorrência desleal e simplificar os processos de licenciamento.

Transporte, logística e infraestrutura

Na infraestrutura, a agenda recomenda a implantação de um Plano Estadual de Transportes e Logística, integrado aos instrumentos de planejamento territorial e desenvolvimento econômico.

A proposta prevê maior integração entre os modais rodoviário, ferroviário, portuário e aeroportuário. O G7 também defende duplicações, construção de contornos e novos traçados rodoviários para reduzir gargalos e separar o trânsito urbano do fluxo das rodovias.

Outra sugestão é fortalecer o Programa Paraná Competitivo, preservando incentivos fiscais destinados à atração e à ampliação de investimentos produtivos e logísticos.

Energia e internet no campo

A segurança energética também aparece entre as prioridades. O documento sugere criar um Plano Estadual de Modernização da Infraestrutura Elétrica Rural e ampliar os recursos do Programa Renova-PR para projetos de geração distribuída e armazenamento de energia.

Outra proposta é implantar um Plano Estadual de Eficiência Energética, com metas para modernização tecnológica e incentivos ao uso racional da energia.

Na conectividade, o G7 defende a universalização da internet móvel e da banda larga nas áreas rurais, com prioridade para corredores produtivos e polos agroindustriais. A agenda também recomenda monitorar continuamente a qualidade dos serviços.

Turismo como política de Estado

Para o turismo, uma das principais propostas é criar o Fundo Estadual de Turismo do Paraná, com receitas destinadas à continuidade de programas e projetos.

O G7 também sugere transformar o Plano Estadual de Turismo em política permanente de Estado, independentemente das mudanças de governo.

Outras medidas envolvem simplificar normas, digitalizar serviços, desenvolver produtos turísticos de acordo com a vocação de cada região e fortalecer as Instâncias de Governança Regional.

Meio ambiente e licenciamento

Na área ambiental, a agenda propõe estabelecer períodos de transição para a adequação dos setores produtivos às novas leis e regulamentações.

O documento recomenda simplificar e agilizar o licenciamento ambiental, definir prazos máximos para a análise dos processos e permitir a renovação automática de licenças para empreendimentos que estejam em dia com suas obrigações.

O G7 também defende que, sempre que não houver risco ambiental imediato ou grave, as fiscalizações priorizem a notificação e concedam prazo para regularização antes da aplicação de penalidades.

Em relação aos recursos hídricos, o grupo propõe não aplicar a cobrança pelo uso da água à produção agropecuária quando houver possibilidade legal, preservando a viabilidade econômica das atividades.

Emprego e qualificação profissional

No mercado de trabalho, a agenda prevê a criação do programa Paraná Qualifica, com cursos e trilhas regionais de formação profissional alinhados às necessidades de cada território.

A proposta prevê a integração entre governo estadual, Sistema S, universidades, escolas técnicas e empresas.

O G7 também recomenda criar o Mapa Paranaense de Empregos e Profissões do Futuro, reunindo dados sobre trabalho, renda, qualificação e novas demandas do mercado.

A agenda ainda contempla incentivos regionais condicionados à geração de empregos formais e à contratação de trabalhadores locais, além de medidas para atrair e manter profissionais essenciais nos municípios do interior.

Educação, saúde e segurança

Na educação, o documento propõe ampliar o ensino em tempo integral e reforçar a aprendizagem em língua portuguesa e matemática.

Outra recomendação é expandir os colégios agrícolas, com novas unidades, investimentos em infraestrutura e equipamentos e atualização periódica dos currículos em parceria com o setor produtivo.

O G7 também sugere criar bolsas e reservar vagas nos cursos de Ciências Agrárias das universidades públicas para estudantes vindos dos colégios agrícolas.

Na saúde, a agenda defende incentivos aos investimentos na indústria de medicamentos e vacinas. Para a segurança pública, propõe estratégias de combate ao roubo de cargas e aos mercados ilícitos, com integração de informações e reforço das fiscalizações, do policiamento e da investigação especializada.

Cultura e desenvolvimento regional

Na cultura, o documento recomenda ampliar a rede de teatros, bibliotecas, centros culturais, espaços de memória e salas de cinema no interior do Paraná.

A agenda ainda prevê incentivos a projetos comunitários e de economia solidária para capacitação e geração de renda, além do uso de madeira sustentável em projetos habitacionais e na fabricação de mobiliário.

Gestão pública e diálogo com entidades

No eixo da gestão pública, o G7 propõe reuniões trimestrais entre o governador e representantes de até dez entidades da sociedade civil organizada.

Outra recomendação é revisar normas, procedimentos e processos administrativos para reduzir custos, eliminar exigências redundantes e tornar mais simples a relação entre os cidadãos, as empresas e o poder público.

Antes da apresentação da agenda conjunta, o Sistema FAEP já havia entregado aos principais candidatos o Plano Diretor para o Agro Paranaense 2027/30, elaborado em conjunto com os sindicatos rurais do Estado.

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