Pressionado pela opinião pública, o prefeito de União da Vitória, Pedro Ivo Ilkiv quer repassar a responsabilidade de decidir sobre a instalação do presídio em regime semiaberto para a sociedade. A decisão é política, mas tem seus efeitos positivos. Desde que a Câmara de Vereadores se posicionou contra o presídio em regime semiaberto e a voz popular chegou até o quarto andar do edifício da prefeitura, Ilkiv decidiu chamar o Governo do Estado, o deputado Valdir Rossoni, vereadores e a comunidade para encontrar uma solução para uma novela que não tem data para terminar.
O prefeito procurou a Promotoria Pública e disse que nem lá o assunto tem consenso. “Conversei com um promotor que disse que o povo não sabe o que quer. Reclamam dos presos que só comem e dormem, mas quando se cria uma estrutura de trabalho para os detentos, o mesmo povo de manifesta contra”, explica. Por outro lado o promotor Ademir Ribeiro de Souza teria dito ao prefeito que não existe demanda local para detentos em regime semiaberto e que não seria uma boa ideia “importar” detentos de outras cidades do Paraná. “Daí surgiu a necessidade desta audiência”, disse o prefeito.
De acordo com o prefeito, a audiência será realizada dia 9 de dezembro, às 19 horas, no plenário da Câmara Municipal. “Eu chamei o Rossoni, o pessoal da Secretaria de Justiça, estou convidando os vereadores, empresários e a comunidade. Espero o plenário cheio, porque a discussão promete ser acalorada”, destacou. Antes dos vereadores, a comunidade do Rio Vermelho se declarou contra o presídio semiaberto. Os empresários da região do Posto Cacique não quiseram nem saber do presídio e os da Invernadinha, onde está o terreno destinado ao presídio, reclamam que não foram consultados sobre presídio em regime semiaberto. É a oportunidade de fazerem a diferença.
Sem quórum
Duas audiências públicas realizadas nesta semana ficaram prejudicadas por falta de público. A 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de União da Vitória, o Ministério Público local realizou na quarta-feira, 20, na Câmara de Vereadores do município, uma Audiência Pública. Autoridades e população puderam debater diversos temas como passe livre estudantil, combate e prevenção de atos de corrupção, acessibilidade, saúde e atenção prioritária às crianças e adolescentes. Faltaram os principais interessados: os jovens que protestaram em julho.
O seminário promovido pela Força Sindical do Paraná discute o “Eleições Limpas”, movimento que propõe reforma no sistema eleitoral brasileiro teve míseros oito participantes. E olha que o tema era da maior importância e os organizadores esperavam aumentar o abaixo-assinado pedindo eleições limpas no País.
Para evitar um novo fracasso de público, o prefeito quer envolver as lideranças comunitárias, imprensa, empresários, comerciantes, policias e judiciário no debate.