*Por Andréa Leonora e Nícola Martins*
Começou a ser efetivada a reforma administrativa do Executivo estadual. O governador Raimundo Colombo assinou a posse dos novos secretários da Fazenda, Antonio Gavazzonni (ex-presidente da Celesc), da Casa Civil, Nelson Serpa (ex-secretário da Fazenda), da Administração, Derly Massaud (ex-secretário da Casa Civil), e do Planejamento, Murilo Flores (ex-presidente da Fatma). Para a próxima semana devem ser empossados os novos secretários de Cultura, Esporte e Turismo, José Roberto Martins (Beto Martins, ex-prefeito de Imbituba), da Defesa Civil, Milton Hóbus (ex-prefeito de Rio do Sul), e de Assuntos Estratégicos, Geraldo Althoff (que era da Defesa Civil).
Na presidência da Celesc, interinamente, está o diretor do departamento Econômico-Financeiro da Celesc Distribuição, José Carlos Oneda. A aprovação do novo presidente, indicado pelo Executivo, Cleverson Siewert (atual diretor de Distribuição), dependerá do Conselho de Administração da empresa, que se reunirá no dia 17 de janeiro.
Em contrapartida, a presidência da Fatma continua sem um nome certo. Há rumores, cada vez mais fortes, de que Colombo acomodaria ali o ex-deputado e ex-secretário da Casa Civil de seu governo, Antônio Ceron, derrotado pelo candidato do governador, Elizeu Mattos, nas eleições municipais e Lages. O agora ex-secretário da Administração, Milton Martini, ainda não tem um novo posto definido, assim como o também ex-secretário do Planejamento, Filipe Mello, que, seguindo os caminhos do pai, o deputado federal Jorginho Mello, se desfilia do PSDB e vai para o PR.
Planos e metas
Já falando como secretário da Fazenda, Gavazzonni disse que seu antecessor destacou como maior problema a severa queda de receita, que chegou a R$ 800 milhões em 2012 e deverá permanecer elevada em 2013. Por isso, seu primeiro ato será uma reunião com todos os gestores de arrecadação para redefinir metas e estratégias de combate à sonegação. “Essa foi uma das orientações que recebi do governador Colombo. Temos que ampliar a arrecadação para garantir investimentos. Recebemos um volume histórico de recursos vindos do BNDES e de organismos internacionais, num total de R$ 6 bilhões, mas também é necessário manter ou ampliar a nossa capacidade própria para investir”, adiantou o novo secretário da Fazenda.
Segundo ele, outra “regra de ouro” transmitida por Colombo foi quanto ao absoluto rigor na gestão dos recursos do programa Pacto por Santa Catarina. Os quatro secretários – Fazenda, Planejamento, Casa Civil e Administração –, aliás, vão trabalhar de forma coordenada e sob a liderança direta do próprio governador.
Numa breve avaliação sobre o período em que permaneceu na presidência da Celesc, Antonio Gavazzonni disse que sai satisfeito. “Conheci uma empresa muito profissional, que deve permanecer pública. É uma empresa de Santa Catarina”, defendeu. Sua principal colaboração, avalia, foi a melhora na gestão corporativa. “Saio motivado pela confiança do governador para este novo cargo e feliz pelo que realizei na Celesc.”
Na Casa Civil, Nelson Serpa terá como objetivo melhorar o diálogo com as esferas governamentais. “Vamos buscar aperfeiçoar a relação com o Poder Judiciário, com o Ministério Público e, sobretudo, com a Assembleia Legislativa”, explicou. “Precisamos estabelecer parcerias consistentes com os novos prefeitos para otimizar os recursos públicos. Para isso, teremos um regime de parceria e transparência com os municípios, porque eles estão na ponta da relação e conseguem aplicar melhor e com mais velocidade os recursos”, completou.
Para o novo secretário da Administração, Derly Massaud, a prioridade, nesse primeiro momento, é levar o Modelo de Gestão Estratégica para dentro da Secretaria de Estado da Administração, trabalhando para que ele seja permanentemente aperfeiçoado e demonstre sua eficácia.
Murilo Flores conversou com a reportagem por volta das 16 horas e disse que não daria entrevistas enquanto não fosse oficialmente informado sobre a nomeação na Secretaria de Planejamento. Disse que preferia esperar a definição da situação de Filipe Mello. Após isso, e apesar da insistência, ele não voltou a atender a reportagem.
Por Andréa Leonora e Nícola Martins: Central de Diários/ADI-SC/CNR-SC