
Porto União é quase um oásis entre os 5565 municípios brasileiros em Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Um ranking da ONU divulgado na segunda-feira, 28, colocou o município na posição nº 87 entre os 100 municípios brasileiros mais bem colocados. O IDH vai de 0 a 1. Quanto mais próximo de zero, pior o desenvolvimento humano, quanto mais próximo de 1, melhor. O índice considera a saúde, renda e educação. A renda per capita do município ficou em R$ 864,41, na privilegiada posição de número 376, entre todos os municípios da federação.
Só em relação ao Estado de Santa Cataria, Porto União é o 21º, entre todos os 293 municípios, em IDH. O prefeito de Porto União, Anizio de Souza, comemorou a posição do município no ranking da ONU e disse que graças às políticas de saúde e educação o município se destaca no cenário nacional.
União da Vitória
O índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de União da Vitória também é considerado alto. Dos 5.565 municípios, o município aparece na posição nº 764. O Ranking classifica a posição como “alto desenvolvimento humano”. O que contrasta com a vizinha Porto União é a renda per capita de União da Vitória, que aparece na modesta posição nº 1246, com R$ 674,29, valor aproximado do atual piso salarial nacional.
Com base nos dados no Atlas do Desenvolvimento, os representantes de União da vitória sabem que é preciso melhorar a renda do trabalhador. Acesso a educação e aos serviços básicos de saúde contribuíram para o município estar no Top 100, mas a diferença de renda per capita com a vizinha Porto União é de R$ 190,12, quase um abismo se levar em conta a renda per capita de um município como Marajá do Sena (MA), o último no Ranking brasileiro, com renda per capita de R$ 96,25.
Como o estudo foi realizado em 2010 para efeito em 2013, o prefeito Pedro Ivo Ilkiv e o Secretário Municipal de Indústria, Comércio e Turismo, Antonio Oscar Nhoatto afirmam que o município investe pesado na geração de empregos e na qualificação profissional, objetivando melhorar a renda dos trabalhadores e melhorar a posição do município na questão da renda per capita. Pedro Ivo comemorou os bons índices em Desenvolvimento Humano, que leva em conta dados como longevidade, renda e educação.
Renda subiu
De acordo com Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), a renda média mensal por pessoa dos brasileiros cresceu 77% entre 1991 e 2010. Em 1991, a renda média era de R$ 447,56. Em 2010, alcançou R$ 793,87 – uma alta de R$ 346,31 no período. Apesar da alta, a diferença de renda per capita entre os municípios do país permanece grande: de R$ 2.043,74 (São Caetano do Sul -SP) para R$ 96,25 (Marajá do Sena-MA).
Maiores e menores
Em 2010, a maior renda per capita foi registrada em São Caetano (SP), de R$ 2.043,74, seguida por Niterói (RJ), de R$ 2.000,29; Vitória (ES), de R$ 1.866,58; Santana de Parnaíba (SP), de R$ 1.858,69; e Florianópolis (SC), de R$ 1.798,12.
Já as menores rendas per capita foram registradas no Maranhão: são do estado sete dos dez municípios com menor renda: Marajá do Sena (R$ 96,25), Fernando Falcão (R$ 106,99), Belágua (R$ 110,65), Serrano do Maranhão (R$ 123,44), Humberto de Campos (R$ 125,91), Jenipapo dos Vieiras (R$ 127,24) e Santana do Maranhão (R$ 127,77). As outras três são Amajari (RR), com R$ 121,32; Santo Antônio do Içá (AM), com R$ 122,21 e Uiramutã (RR), com R$ 123,16.