Região Sul do Paraná continua pobre, mostra IDH

Renda per capita dos municípios da região sul continua muito baixa, segundo relatório da ONU

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Atualizado há 13 anos

MapaOs municípios da região sul do Paraná (Amsulpar) tem renda per capita semelhante ou inferior ao piso nacional, conhecido como “salário mínimo do governo”. É o que mostra o relatório do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), divulgado pela ONU.  A maior renda per capita média da região é de União da Vitória (R$ 674,29), pouco acima do piso salarial nacional. Seguido por São Mateus do Sul, com R$ 669,78. A menor renda ficou com Antonio Olinto, com míseros R$ 393,68. Esse fator tem influência direta na composição do IDHM que ainda leva em consideração os índices de longevidade, educação e saúde.

A região sul foi taxada como região da fome, devido sua estagnação econômica e o fim do “ciclo da madeira” na região. Os municípios correm atrás de empresas para diversificar a economia, gerar empregos e tirar o trabalhador das baixas remunerações. Não é nada facial. Com baixa escolaridade, mal qualificado e desinteressado pelo estudo, o trabalhador do sul está perdendo espaço para trabalhadores melhor qualificados de outros municípios.  Os prefeitos contam com o Sesi, Senac, Senai e com o que promete ser a redenção do ensino técnico profissionalizante na região: o Instituto Federal do Paraná (IFPR) para melhorar a mão de obra.

A renda média per capita nos nove municípios  é uma das menores do estado, semelhante à da região central do estado. Em União da Vitória a renda média é de R$ 674,29, em segundo lugar ficou São Mateus do Sul com R$ 669,78, em terceiro vem Paula Freitas com R$ 621, 46, em quarto ficou Paulo Frontin, com R$ 579,76, em quinto o pequeno município de Porto Vitória com R$ 531,11, em sexto está Bituruna com 443,43, em sétimo, General Carneiro com R$ 423,27, em oitavo está Cruz Machado com R$ 414,98 e fechando os municípios da Amsulpar está Antonio Olinto com renda média de R$ 393,68.

Os números do Planalto Norte Catarinense

Os municípios catarinenses se saíram melhor no IDHM. No planalto norte catarinense, a realidade é um pouco melhor que a da região sul do Paraná, mas ainda sim a renda per capita é considerada baixa. Dos municípios da região o destaque fica para Porto União, com R$ 864,41, depois vem Mafra, com R$ 789,53, Irineópolis com R$ 708,34 (3º), Canoinhas com R$ 692,87(4º) Monte Castelo 646,15 (5º), Itaiópolis com R$ 625,36 (6º), Papanduva 589,35 (7º), Três Barras 539,69 (8º), Major Vieira 465,76 (9º) e fechando a região, Bela Vista do Toldo 389,28 (10º). Os municípios de Calmon e Matos Costa não aparecem no ranking regional do planalto norte. Para efeito geopolítico estão ligados à região de Caçador, mas estão mal posicionados na renda per capita de Santa Catarina.

Mesmo melhor colocados no ranking, a região do extremo norte de Santa Catarina passa longe da fartura do oeste e da faixa litorânea do estado. Com pouco dinheiro, mas bem aplicado a região tem baixa renda per capita, mas ganha em longevidade, saúde e educação, fatores que puxaram o IDH para cima, com é o caso de Porto União. O desafio deste governo é promover a diversificação econômica e atrair novas empresas sólidas e confiáveis.

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