TCE reprova contas de Requião no Porto de Paranaguá

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Atualizado há 14 anos

O ex-superintendente dos portos de Paraná, Eduardo Requião, teve as contas relativas ao ano de 2005 reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). Eduardo foi condenado por nove irregularidades, sete delas consideradas graves. O ex-superintendente foi condenado a devolver dinheiro aos cofres públicos.

Apontado pelo irmão, Roberto Requião, como melhor administrador portuário do planeta, Eduardo amarga a segunda reprovação consecutiva do TCE na gestão dos terminais paranaenses. No ano passado, foi condenado a devolver R$ 11,3 milhões aos cofres públicos.

A gestão de Eduardo à frente dos portos do Paraná foi marcada por polêmicas. Entre elas a decisão de vetar o embarque de soja transgênica que resultou no desvio de cargas para portos de outros Estados, em especial Santa Catarina.

Além disso, em sua passagem por Paranaguá acumula escândalos de diversas naturezas. Entre eles, o roubo de cargas e a compra de uma draga superfaturada, ilícitos que foram constatados pela Operação Dallas da Polícia Federal, deflagrada em janeiro de 2011.

Segundo gravações da Polícia Federal durante a investigação que culminou na Operação Dallas, o ex-superintendente do Porto de Paranaguá seria o principal beneficiário de um suposto esquema que renderia propina de U$S 5 milhões (quase R$ 9 milhões) na licitação para a compra de uma draga vinda da China.

As interceptações ainda apontam indícios de que Eduardo Requião mantinha em casa grande volume de dólares sem comprovação de origem, além de fazer remessas para o exterior. Em outro caso nebuloso, uma empregada do ex-superintendente foi presa pelo roubo de US$ 180 mil pertencentes a ele. O dinheiro não havia sido declarado pelo patrão.

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