Vereadores não querem presídio semiaberto em União da Vitória

Representantes do povo afirmaram que ouviram o povo e vão defender a implantação de um presídio em regime fechado

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Atualizado há 13 anos

O grito nasceu do povo. Os cidadãos de União da Vitória não gostaram do anúncio da implantação de um Centro de Integração Social para Presidiários. A secretária da Justiça (Seju), Maria Tereza Uille Gomes, anunciou no dia 31 de outubro uma unidade de presídio de regime semiaberto para União da Vitória. O anúncio foi feito depois que União da Vitória não apareceu na lista dos 12 presídios que serão construídos com verba federal e contrapartida do Paraná. O presídio, chamado de Centro de Integração Social, na verdade é uma penitenciária para detentos que cumprem pena em regime semiaberto.

Uma comissão de moradores, lideradas pelo presidente da Associação de Moradores do Rio Vermelho, Fernando Guis, foi recebida na sexta-feira, 8, no gabinete do chefe do Poder Executivo de União da Vitória, Pedro Ivo Ilkiv. Fernando Guis manifestou temor em relação ao modelo do presídio a ser implantado na área conhecida como Invernadinha. Segundo Guis, as famílias temem conviver com presos que saem e entram no presídio. O prefeito disse que o conceito de regime semiaberto está errado. Ele explicou que não se trata de um albergue de presos, são detentos que sairão para o trabalho em veículos próprios da Polícia Judiciária, cumprem jornada e retornam para pernoitar atrás das grades.

Poder Legislativo toma posição

PiloteraNa reunião da Câmara de Vereadores de União da Vitória realizada na segunda-feira, 11, os representantes do povo deixaram claro sua posição. Por meio do requerimento Nº 229/2013 dos vereadores Ricardo Adriano Sass (PSC), Altair Lourenço de Souza (PT), Altamir Moreira de Castilho (PDT), Carlos Humberto Topolski (PSB), Carlos Romeu Bueno (PMDB), Clarito de Nivardo Barbosa (PP), Daniel Fernando Rocha (PMDB), Gilmar Jarentchuk (PT), Luilson Schwartz (PTB), Mario Lucio Pereira Ferreira (SDD), Valdecir José Ratko (PSDB), Waldir Luiz Cortellini (PSB) e Ziliotto Daldin (PSD), disseram não ao presídio Semiaberto.

De acordo com o requerimento, os vereadores estão solicitando ao prefeito Pedro Ivo Ilkiv para que antes de doar o terreno ao Governo do Estado do Paraná, objetivando a construção de um presídio em União da Vitória, se certifique com a Secretaria de Justiça (Seju-PR). Os vereadores querem que a doação aconteça somente após o comprometimento de construção de um presídio fechado, e não o Centro de Integração Social para Presidiários, em regime semiaberto.

Os treze parlamentares querem garantias de que toda a estrutura carcerária da 4ª SDP passe para o novo presídio, e não somente os de regime semiaberto. Os legisladores entendem que um presídio semiaberto não solucionará os problemas de carceragem, ao contrário, pode trazer sérios problemas de segurança à comunidade. O requerimento não precisou ser votado por conter a assinatura dos treze vereadores e segue agora para o conhecimento e providências do Prefeito Municipal.

O que pensa o prefeito

Em entrevista ao programa Linha Aberta da Rádio União, no sábado, 9, antes da aprovação do requerimento, o prefeito disse que está recebendo críticas por causa do presídio, mas que o prédio tem de ser colocado em algum lugar. “É o preço que se paga por ser uma cidade deste tamanho e cidade polo da região”, justifica. Ilkiv reclamou da falta de informação sobre o regime semiaberto. “Os presos não ficam tomando sol e soltos no local. Eles só saem para trabalhar e voltam para as suas celas”, disse.

Os vereadores disseram que ouviram o povo e vão defender a implantação de um presídio em regime fechado para que a cadeia da 4ª SDP, que está no centro de União da vitória, seja desativada de uma vez por todas. As entidades representativas do setor industrial e comercial prometem se pronunciar contra a instalação de um presídio semiaberto.

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