
Desde sua interdição, em 2014, a ONG Koala passou a ser de responsabilidade da prefeitura de União da Vitória, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma). A partir de então, os cães e gatos abrigados pelo Koala são bem alimentados, limpos, vacinados e também recebem cuidados veterinários quando necessário.
Segundo o médico veterinário Guilherme Matos, responsável pelo Setor de Defesa dos Animais, antes da interdição o Koala não tinha atendimento veterinário, os cães ficavam presos em correntes curtas e recebiam má alimentação. “Hoje os cães ficam presos em cabos de aço para que possam correr, e são alimentados com ração e sua água é trocada duas vezes por dia. Os locais onde ficam os cães são limpos duas vezes ao dia, todos os potes são lavados todos os dias, e a grama do local é cortada de 15 em 15 dias.”, comenta.
Atualmente, a ONG funciona com um quadro de funcionários formado por dois estagiários e três contratados da prefeitura, que revezam em turnos, além de uma empresa de vigilância terceirizada, responsável pela segurança do local durante a noite e finais de semana. Hoje, o Koala abriga 74 cães e um gato.
Com relação ao auxílio veterinário oferecido para os animais do Koala, Matos explica que quando o problema é tratável com medicamentos disponíveis na ONG ou no Setor de Defesa dos Animais, ele realiza os procedimentos necessários para tratar o animal. “Se o problema ultrapassa meus limites, os cães são enviados para a clínica Animalle’s ou para o Centro de Tratamento e Reabilitação Animal (CTRA), que são conveniados da prefeitura.”, aponta. No mês de novembro, cerca de 10 mil reais foram investidos no tratamento de animais.
Entre todos os cães abrigados no local, somente um não é castrado por mostrar sinais agressivos. “Na época da interdição, qualquer coisa deixava ele muito estressado, mas estamos conseguindo trata-lo e também cuidar do seu problema de pele que é bem complicado. Hoje ele já está mais calmo e deixa todo o mundo chegar perto, já está socializando. Acho que em breve poderemos castrá-lo”, esclarece Matos.
Porém, mesmo com todos esses cuidados, é da intenção dos cuidadores que esses animais recebam um novo lar. Para tanto são realizadas feiras de adoção duas vezes por mês, das 09h às 12h, em frente ao clube Apolo, mas se o interessado preferir pode realizar a adoção diretamente na ONG, na Rua Marechal Deodoro, 4321, no Bairro Limeira, em horário comercial.