Abertura de campanha contra Pólio e Sarampo tem boa adesão

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Atualizado há 12 anos

Por Mariana Honesko

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Júlia Helena, de nove meses, nem chorou ao receber as gotinhas contra a Pólio. (Foto: Mariana Honesko).

Sobrou até para as titias. No sábado, dia “D” da campanha de vacinação contra a Poliomielite e Sarampo, mães, pais, avós, irmãos e, claro, tias, levaram seus baixinhos aos postos de saúde.

Nas Cidades Irmãs, as unidades permaneceram abertas o dia todo, das 8 às 17 horas, para receber os menores de quatro anos e bebês, maiores de seis meses. “Trouxe a Fer, de quatro anos. Na verdade é sempre eu quem trago ela”, sorriu Fabiana Cardoso, tia de Fernanda Souza, de quatro anos. Mãe de primeira viagem, Vera Stremlow trouxe a pequena Júlia Helena, de nove meses, para mais uma de suas primeiras gotinhas. “Quem ama vacina. Ainda que eles chorem, vale a pena trazer”, ensinou.

Histórias parecidas com as vividas pelos visitantes do posto central de saúde, em União da Vitória, foram replicando-se ao longo de todo o dia nas Cidades Irmãs. O resultado de tanta disposição garantiu números bem consideráveis para a estreia.

Conforme a 6ª Regional de Saúde, a região de União da Vitória já vacinou 38% do público-alvo da campanha. Apenas União, sozinha, cobriu mais da metade dos baixinhos, com 51% de cobertura e, com isso, ocupou o primeiro lugar no ranking dentro da Regional. Em Porto União, o dia “D” também começou com o “pé direito”. No município, foram vacinadas 15% de crianças contra o Sarampo e outras 25%, contra a paralisia.

Ambas as campanhas terminam no dia 28. Até lá, todos os postos estão habilitados para receber as crianças. A vacina é gratuita. A dose da vacina contra a pólio é em gotinhas, e a tríplice viral, que protege contra o Sarampo, Rubéola e Caxumba, injetável.

Por dentro da campanha

No Paraná, o público-alvo da campanha é formado por 657.284 crianças a partir de seis meses de idade até quatro anos, 11 meses e 29 dias, para a poliomielite, e 580.213 crianças a partir de um ano até quatro anos, 11 meses e 29 dias para o sarampo. A meta é imunizar 95% do público-alvo no Estado. Tanto o sarampo quanto a pólio estão erradicados no estado, que não registra casos desde 2000.

Em Santa Catarina a expectativa é a de alcançar a cobertura de 95% nas duas campanhas dentro do prazo sugerido pelo Ministério da Saúde.

Tuberculose é tema de capacitação

Profissionais dos laboratórios privados das Cidades Irmãs participam de uma capacitação especial, assinada pela Secretaria de Estado da Saúde e na região, organizada pela 6ª Regional. Trata-se de um treinamento sobre a identificação do bacilo da Tuberculose nos exames clínicos. O evento, que tem como palestrantes dois profissionais da estadual, ocorre na Uniguaçu desde ontem. Hoje, o encerramento está previsto. “Nossa proposta é transferir e multiplicar essa maneira de identificação, de uma forma precoce”, explica o médico e chefe da 6ª Regional, Ary Carneiro Junior.

Conforme ele, a região de União da Vitória mantém índices da doença. Tratável, a Tuberculose ainda faz vítimas e seu descobrimento tardio pode ter ligação com os óbitos. Daí, a necessidade do curso. “Quando você identifica um baixo índice é porque na verdade não temos mesmo ou estamos deixando passar as doenças de maneira silenciosa”, observa.

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