AEDES AEGYPTI: Mosquito é transmissor de mais um vírus

Além da dengue e chikungunya o Aedes é responsável pela transmissão do vírus zika. Neste mês um caso foi registrado no Paraná

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Atualizado há 11 anos

O mosquito Aedes Aegypti parece não ter uma “parada”. A espécie já é responsável por transmitir três tipos de vírus: a dengue – muito conhecida aqui no País – recentemente a chikungunya e há dois meses, o vírus da zika.

O vírus foi encontrado no oeste do Paraná na cidade de São Miguel do Iguaçu na semana passada. A vítima foi uma mulher de 48 anos que apresentou sintomas em maio, passou por tratamento e já se recuperou. A farmacêutica da Vigilância Sanitária de União da Vitória, Ana Paula Moreira e Silva, afirmou que o tal do zika não mata, mas pode ser perigoso, sim. Em especial quando o mosquito carrega os três vírus, a chamada tríplice epidemia. “Esse é o caso mais grave que é quando o Aedes está carregando a dengue a chikungunya e a Zika”, comenta. No entanto, a chance de ser picado por um desses é bem remota. “Esse caso aconteceu uma vez só aqui no Brasil e foi na Bahia há dois meses”, completa.

Outros estados como Rio Grande do Norte, São Paulo, Alagoas, Pará, Roraima, Rio de Janeiro e Maranhão também já tiveram casos registrados e confirmados pelas Secretarias de Saúde, mas os pacientes passam bem.

Para a pasta aqui no Estado a suspeita é que o vírus tenha entrado no País durante a Copa do Mundo, em função do alto fluxo de turistas estrangeiros. Com sintomas semelhantes ao da dengue e ao da febre chikungunya (febre, dor nas articulações, muscular, na cabeça e atrás dos olhos e erupções cutâneas (exantemas), acompanhadas de coceira), a doença precisa ser confirmada por meio de exames laboratoriais. Geralmente, a evolução do zika vírus é benigna e os sintomas desaparecem espontaneamente depois de três a sete dias, mas a confusão e a demora no diagnóstico podem complicar o quadro da doença. “O diagnóstico para a zika é diferenciado dos outros vírus. Mesmo os sintomas sendo parecidos”, ressalta Ana. “O paciente que está sentindo algum sintoma do vírus tem de ir até um posto e vai passar por uma triagem. Depois fica em observação em acompanhamento e recebendo soro”, explica.

A hidratação é o principal tratamento contra os três vírus. Ainda no posto de saúde são coletadas duas amostras de sangue. Uma é para o teste rápido da dengue – que é a primeiro vírus a ser diagnosticado ou descartado. Caso a dengue não se confirme outra coleta de sangue é feita, essa é enviada para um Laboratório e Análises Clínicas na capital. E, até que o resultado saia, o paciente continua em observação. “Os enfermeiros devem acompanhar o andamento dos sintomas, como eles desenvolvem ou diminuem”, conta a farmacêutica.

É possível evitar

A Regional de Saúde de União da Vitória é a segunda no estado do Paraná que nunca registrou nenhum caso de dengue na cidade. Além de não ter registros de dengue autóctone, aquela contraída na cidade onde vive. No entanto, larvas do Aedes já foram encontradas por aqui e também de um “primo” seu, o mosquito Albopictus, que é responsável pela transmissão da dengue na Ásia. “Por isso precisamos ficar em alerta, mesmo que não tenhamos registros, mas só pelo fato de termos encontrado aqui na cidade”, alerta Ana.

Os focos encontrados tanto em União da Vitória quanto em Porto União já foram controlados. As duas cidades trabalham no combate ao mosquito, de maneiras diferentes, mas eficaz. Do lado catarinense estão montadas cerca de 40 armadilhas em pontos estratégicos da cidade e visitados com frequência. Em União, o trabalho não depende de armadilhas, antes, da maratona de casa em casa.

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