
Foram apenas três alterações. Mas, foram justamente elas que garantiram a colocação do Banco de Sangue de União da Vitória como um dos destaques no Encontro dos Enfermeiros da Hemorrede do Paraná. O evento foi realizado em Londrina, entre os dias 19 e 21 de maio.
Da Unidade, a enfermeira Daiane Rodrigues participou. Ela é uma das recentes contratações do Banco, promotora – junto com a equipe – das mudanças que chamaram a atenção. “Nós mudamos alguns procedimentos para atendimento do doador e isso foi entendido de grande valia e tido como exemplo”, comemora a enfermeira.
O que mudou
A primeira alteração começa ainda na sala de espera. Os doadores, desde novembro do ano passado, precisam preencher uma ficha de atendimento e de intercorrências (caso ocorram). “É uma folha que dá para rastrear o doador até o momento da doação”, explica Daiane. “Conseguimos isso através desta ação de acompanhar rigorosamente e documentar com facilidade todo o ciclo do doador no dia de sua coleta”, endossa.
Passou por mudança, também, a técnica de coleta de sangue. “Mudamos um pouco na hora de finalizar a coleta. Modificamos para dar mais segurança para o doador, para a bolsa e para o técnico que faz o procedimento”, pontua.
A terceira medida é uma das mais interessantes e envolvente. Trata-se dos cuidados no “ato transfusional”, já no hospital. “Criamos um documento em que a gente acompanha todo o processo, se tem reação lá no hospital, para controlar o que ocorre e entendermos se houve problema com a doação”, conta a enfermeira. Por ser mais amplo, essa etapa atua apenas nas unidades hospitalares da região assistida pela unidade de União da Vitória. “Este é um processo de adaptação. As reações são poucas e quando ocorrem, a gente continua acompanhando”, completa. Este trabalho conta com a colaboração de toda a unidade, bem como dos hospitais e da Vigilância Sanitária. “Ele objetiva acompanhar todo o processo depois que o sangue é liberado, administrado e o pós, chamado de retrovigilância. O ciclo do sangue, desde a captação até a pós transfusão é enorme, tem o nome de hemovigilância, exige um número gigante de profissionais e empresas”, explica.
Reconhecimento
Para a direção do Consórcio Intermunicipal Vale do Iguaçu (Cisvali), ver o Banco de Sangue em um lugar de destaque é sinônimo de alegria e reconhecimento. “É muito interessante porque a gente vê o comprometimento da equipe para dar certo e para o doador, estas mudanças é para que ele tenha segurança no procedimento”, destaca a secretária-executiva Silvia Andrade.
Segundo Silvia, as mudanças caminham ao lado das evoluções que o banco já teve. A ampliação dos horários e a abertura até no sábado, por exemplo, estão nesta lista. “É o padrão, mas é difícil se organizar. Achei muito legal um banco pequeno como o nosso ser convidado para mostrar como dá certo”, sorri a secretária. “Estamos melhorando cada vez mais”, encerra.
Embora do Estado, o Banco de Sangue é administrado pelo Cisvali.