O câncer colorretal apresenta uma alta incidência, sendo o que mais atinge as brasileiras, depois do câncer de mama, e um dos que mais afeta os homens. “A alta prevalência e a frequência cada vez maior é um alerta para reforçar as medidas de prevenção, fundamental para coibir o avanço desse tipo de tumor”, destaca o médico coloproctologista, Dr. Gustavo Becker Pereira (CRM/SC 12984).
O câncer colorretal ataca o intestino grosso e desenvolve lesões que crescem na parede do cólon e transformam-se em câncer com o passar do tempo. Evitar o surgimento da doença, com a adoção de medidas de prevenção, é uma forma das pessoas se exporem menos aos fatores de risco que favorecem o desenvolvimento do tumor e, consequentemente, reduzir o número de novos casos.
Uma maneira de se proteger do câncer colorretal é seguir uma dieta equilibrada, rica em fibras, vegetais e frutas. A prática regular de exercícios também é benéfica e impede que a doença se desenvolva, assim como não consumir bebidas alcoólicas, evitar o cigarro e ingerir a quantidade adequada de líquidos.
O que a população também pode fazer para colaborar é mudar o estilo de vida. Principalmente a parcela que vive na região Sul do país, onde há um número maior de casos da doença e o modo de vida é semelhante ao de países desenvolvidos, em que há uma elevada predominância de excesso de peso e obesidade, inatividade física e consumo de carnes processadas (salsicha, presunto, linguiça, carne seca, etc.). “Todos esses hábitos não saudáveis facilitam o aparecimento do tumor”, adverte o médico.
A inclusão de condutas que promovem a saúde na rotina diária é uma forma simples, econômica e salutar de impedir que um diagnóstico de câncer colorretal se torne uma realidade com a qual se tenha de conviver. Principalmente porque uma pessoa com a saúde em dia percebe com maior facilidade alterações no organismo que sinalizam a presença do tumor: sangue nas fezes, dor e cólica na barriga com mais de 30 dias de duração, alteração no ritmo intestinal, perda de peso rápida e não intencional, anemia, cansaço e fraqueza.
Estando atento à prevenção e ao controle da doença é possível diagnosticar o câncer colorretal em estágio inicial, quando há chance de cura em 70% a 90% dos casos detectados, em parte, devido aos novos tratamentos disponíveis. Um deles é a cirurgia de Retossigmoidectomia Transanal por Cirurgia Minimamente Invasiva. “Este é um procedimento muito especial para os pacientes com câncer de reto, pois possibilita fazer a cirurgia de forma combinada (pelo abdômen e o ânus), retirando o intestino acometido e contribuindo para preservar o ânus em casos em que o tumor está mais baixo”, explica o Dr. Gustavo Becker Pereira.
A cirurgia é feita por videolaparoscopia com pequenos cortes, com o auxílio de monitores, câmeras de alta definição e pinças especiais. É realizada em poucos centros do país e nos principais hospitais a nível mundial.
Sobre o Dr. Gustavo Becker Pereira: O profissional formou-se em medicina pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali/SC) em 2006. Dois anos depois concluiu a Residência médica em Cirurgia Geral pelo Hospital e Maternidade Marieta Konder Bornhausen (HMMKB), em Itajaí (SC). A Residência médica em Coloproctologia foi concluída em 2011 pela Santa Casa/Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA/RS). Na sequência, ingressou na especialização em Cirurgia Minimamente Invasiva do Instituto Jacques Perissat, da Universidade Positivo Curitiba (IJP-UP/PR) e, após o término desta, realizou o Mestrado em Biotecnologia na mesma instituição.
Atualmente, é médico membro do Corpo Clínico do Hospital Marieta Konder Bornhausen de Itajaí (SC) e dos Hospitais da Unimed e do Coração de Balneário Camboriú (SC), além de professor do curso de Medicina do departamento de Clínica Cirúrgica da Univali e preceptor da Residência de Cirurgia Geral do HMMKB.
O interesse pelos avanços da medicina capazes de qualificar o tratamento do paciente, gerando bem-estar, rápida recuperação e retorno às atividades cotidianas, com menores riscos à saúde, motivou o médico, Dr. Gustavo Becker Pereira, a se especializar em procedimentos minimamente invasivos. Por que, para ele, o importante não é só tratar doenças, mas sim cuidar integralmente do paciente.