A Organização Mundial de Saúde (OMS) calcula que 8,2 milhões de pessoas morreram da doença no mundo, em 2012. E surgiram 14,1 milhões de casos novos. Além disso, alerta que 30% dos casos poderiam ser evitados com prevenção. No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer estima que 576 mil pessoas devem desenvolver a doença este ano.
Mas, no fim do ano passado, a publicação inglesa The Lancet trouxe uma boa notícia. O Brasil aumentou a sobrevida de pacientes diagnosticados com câncer de mama e de próstata, dois dos mais incidentes em todo o mundo. A revista avaliou mais de 23,3 milhões de pessoas em 67 países.
A pesquisa atribui o resultado brasileiro à expansão do acesso da população aos serviços de saúde, como exames de detecção e tratamentos. Segundo o estudo, a taxa de sobrevida o câncer de mama no Brasil aumentou de 78%, em 2000, para 87%, em 2005, mesmo percentual registrado em países desenvolvidos, como os Estados Unidos. Para o câncer de próstata, o índice foi ainda maior, chegando a 96% de sobrevida, mais que o dobro se comparado à taxa no mundo, que é de 40%.
O diagnóstico precoce associado ao tratamento eficaz da doença foi apontado como o principal avanço do Brasil. Para o câncer de mama, o aumento de sobrevida deve-se à redução na mortalidade pós-operatória com tratamento adequado. Já no caso do tumor de próstata, a melhoria foi relacionada diretamente à maior oferta do exame conhecido como Antígeno Prostático Específico (PSA), teste de sangue usado no diagnóstico da doença.