CAXUMBA; 6ª Regional de Saúde registra mais de 80 casos

Apesar dos números, não há confirmação de surto

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Atualizado há 10 anos

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(Foto: Bruna Kobus).

Os casos de caxumba vem há meses preocupando autoridades da Saúde de todo o País, em especial no estado de São Paulo e aqui no Paraná, além do Distrito Federal. É que nesses lugares já foram registrados surtos do vírus que é prevenido com a tríplice viral. A vacina é oferecida em campanhas nacionais pelo Sistema Único de Saúde (SUS) todos os anos, no entanto nem o próprio Ministério da Saúde (MS) conseguiu, até agora, entender os motivos do vírus até então “eliminado” estar retornando. Em nota a 6ª Regional de Saúde (RS) de União da Vitória informou que o aumento pode ser devido a uma falha vacinal na infância, já que a maioria dos casos está acontecendo em adolescentes e adultos jovens.

Em União da Vitória foram registrados neste ano 18 casos. Em toda a 6ª RS, que compõe nove municípios, foram registrados 85 casos. Contudo, apesar de os números alarmarem, o setor de Epidemiologia garante que nenhum surto, até o momento, foi registrado e todos os casos estão sendo monitorados. As equipes de Serviços de Saúde dos municípios também estão orientando os setores responsáveis quanto ao manejo, vigilância e condutas caso sejam registradas situações de surto da doença.

Só é considerado surto quando há a presença de dois ou mais casos na mesma instituição, como por exemplo, em creches, ambiente de trabalho, escolas ou até em residências.

Em nota a Regional explicou que a caxumba costuma, sim, se apresentar em “forma de surto”, e que os relatos mais frequentes são em creches, escolas, asilos ou em presídios, mas que isso não é a regra. “Estima-se que na ausência da imunização, 85% dos adultos poderão ter a doença, sendo que 1/3 dos infectados não apresentarão sintomas”, diz parte da nota. Ainda segundo informações, a doença é mais severa em adultos. “É importante orientar que as gestantes evitem contato com pessoas que apresentam quadros virais inespecíficos ou não (varicela, caxumba, sarampo, rubéola, influenza, etc). No caso de a gestante adquirir caxumba no primeiro trimestre da gravidez pode ocorrer o abordo espontâneo. Caso a gestante não possua comprovação vacinal, orientar para após o parto procurar a Unidade de Saúde para a atualização do cartão vacinal”, alerta a nota.

A doença é transmitida através da tosse, fala ou espirro. O período de transmissão é de cinco dias antes e cinco dias após o aparecimento da parotidite – até nove dias. A caxumba pode causar inflamação nos testículos, esterilidade, meningite, artrite, glomerulonefrite e miocardite.

Para prevenir é importante vacinar toda criança após um ano de idade com a vacina tríplice viral, contra sarampo, rubéola e caxumba. E vacinar os adultos com a tríplice viral até 49 anos. A administração da vacina é indicada antes da exposição. Diante da ocorrência de surtos, segundo a Regional, deve ser verificada a cobertura vacinal na área de ocorrência para avaliar a indicação de vacinação seletiva nos pacientes mais vulneráveis.

O tratamento da caxumba é sintomático, por isso, tanto a 6ª RS quanto o próprio MS alertam sobre o cuidado de não administrar ácido acetil salicílico ou anti-inflamatórios que contenham em sua fórmula este componente, pelo risco de ocasionar distúrbios de coagulação, hepáticos ou neurológicos.

Em caso de surto

A recomendação é que os pacientes fiquem isolados e que se verifique a caderneta de vacinação de todos que tiveram contato com os pacientes. O isolamento deve durar no mínimo de 10 a 15 dias, contados a partir dos primeiros sinais e dos sintomas da doença. Para evitar a contaminação também é preciso evitar ambientes aglomerados e fechados e compartilhar copos e talheres.

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