Dia 28 de Julho comemora-se, em todo o mundo, o Dia Mundial de Combate às Hepatites e o Consórcio Intermunicipal de Saúde do Vale do Iguaçu (Cisvali) participa de ações de divulgação e combate à doença, nesta data. Dados da última década, do Ministério da Saúde (MS), apontam cerca de 30 mil contaminados ao ano, com mais de duas mil pessoas mortas a cada 365 dias, somados os casos das Hepatites B, C e A.
De acordo com o MS, a maior parte dos casos da hepatite B se concentra entre indivíduos de 20 e 39 anos. A transmissão se dá principalmente por meio de relações sexuais, acidentes com instrumentos contaminados por sangue ou pela gravidez, quando a mãe está infectada. As maiores taxas de detecção dos casos no estão nas regiões Sul, Centro-Oeste e Norte.
Em relação à hepatite C, o ministério informa que abrange 60% dos casos que ocorrem ao longo do ano. Na maioria estão presentes nas regiões Sudeste e Sul, com ocorrência de mais de 1.400 mortes, por ano. Ela costuma ser chamada de ‘doença silenciosa’ porque os sintomas surgem depois de muito tempo que o vírus se instalou no organismo. Em geral, os casos são descobertos acima dos 30 anos, quando a pessoa vai doar sangue.
A maioria dos portadores, no Brasil, é de pessoas que fizeram transfusão até a década de 80, quando não havia triagem para esse vírus, ou indivíduos que compartilharam seringas. Quanto mais tarde se descobre a hepatite C, piores são as consequências. Cerca de 70% dos casos tornam-se crônicos e até um quarto deles evoluem para cirrose hepática, quando não há tratamento adequado. Dependendo do tipo de fármaco utilizado, o gasto médio com o tratamento da hepatite C chega a superar R$ 20 mil.
Por sua vez, a hepatite A atingiu cerca de 1.300 brasileiros entre por ano, sendo a maioria homens. Mais de 50% dos casos confirmados estão na região Norte e Nordeste. Com perfil diferente, a hepatite A é mais frequente entre crianças abaixo de cinco anos e sua transmissão está ligada à água, alimentos e mãos contaminadas. Na maioria dos casos, o indivíduo recupera-se totalmente, eliminando o vírus. A insuficiência hepática aguda grave ocorre em menos de 1% deles.
O MS busca a detecção precoce da doença e, para isso, informa que a quantidade de exames oferecidos tem aumentado nos últimos cinco anos. Para melhores informações, basta procurar o posto de saúde mais próximo à sua residência.