CORONAVÍRUS: Prevenção ainda é o melhor remédio

Embora nenhum caso tenha sido confirmado no País, estrutura para eventual diagnóstico está montada; saiba o que é a doença, sua origem, casos suspeitos e como prevenir

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Atualizado há 7 anos

(Foto: Reprodução).
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Não é de hoje que o Coronavírus é conhecido. Na realidade, ele foi pesquisado ainda na década de 60. Trata-se de um vírus que causa infecção respiratória em seres humanos e em animais. Acontece que agora, uma nova espécie de Coronavírus, encontrada na região da China, assusta o mundo. De “cara nova”, mutante, o vírus foi seqüenciado por um pesquisador em um paciente com pneumonia e vem deixando um rastro de perigo: até o que apurou a grande imprensa, exista a confirmação de mais de 130 pessoas e outros cinco mil infectados na China.

“O vírus nunca desapareceu. Talvez esteve apenas mais controlado. Ele veio mudando para não desaparecer” – Ary Carneiro Junior
“O vírus nunca desapareceu. Talvez esteve apenas mais controlado. Ele veio mudando para não desaparecer” – Ary Carneiro Junior

O vírus também já chegou à Tailândia, Macau, Austrália, Singapura, Taiwan, Estados Unidos, Japão, Malásia, Coreia do Sul, França, Vietnã, Camboja, Canadá, Alemanha, Costa do Marfim, Nepal e Sri Lanka. No Brasil, o Ministério da Saúde colocou o País em alerta para o risco de transmissão, mesmo sem nenhum caso confirmado. No dia 29, uma situação suspeita, em Curitiba (PR), foi descartada, mas outros casos suspeitos estão em observação (leia sobre isso no quadro).

“O vírus quando atinge uma população exposta, mais vulnerável, ele fica mais agressivo. Porque as patologias virais vêm todos os anos, por exemplo, da China,  por conta dos guetos de pobreza de lá. As condições péssimas de sobrevivência, faz com que o vírus sobreviva. A China tem um enorme PIB, mas as pessoas vivem em condições péssimas. O vírus nunca desapareceu. Talvez esteve apenas mais controlado. Ele veio mudando para não desaparecer”, explicou em entrevista para a CBN Vale do Iguaçu, o secretário de Saúde de União da Vitória, Ary Carneiro Junior.

Ele ressaltou a importância dos cuidados, embora os casos suspeitos tenham sido descartados. Entra na lista de prevenção, ações básicas de higiene, como a lavação das mãos, cobrir a boca ao espirrar e evitar aglomerações. “Toda a população deve ficar ciente de que as ações são de prevenção e elas são fundamentais para que não entremos no rol dos lugares que tem o vírus. No País, até o momento, não há nenhuma confirmação. Vale lembrar que os sintomas principais são como a gripe, com tosse, febre. Por isso, se a pessoa tem esses sintomas e teve em contato com alguém ou esteve na China, por exemplo, precisa procurar o serviço de saúde com rapidez”.

Brasil

Caso o vírus chegue ao Brasil, quais serão as medidas adotadas? O Governo Federal adotou diversas ações para o monitoramento e o aprimoramento da capacidade de atuação do país diante do episódio ocorrido na China. Entre essas ações, estão a adoção das medidas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS); a notificação da área de portos, aeroportos e fronteiras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); a notificação da área de Vigilância Animal do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento); e a notificação às Secretarias de Saúde dos estados e municípios, demais Secretarias do Ministério da Saúde e demais órgãos federais com base em dados oficias.

coronavirus-saude-reproducao-graficoAlém disso, nessa semana, a Pasta criou um Centro de Operações de Emergência. Ele vai servir de base para a organização das ações com os estados e municípios, bem como atualizar os dados e outras informações todos os dias.

Cuidados na palma da mão

Para reduzir os riscos, atitudes básicas, como a de evitar contato com quem teve infecção respiratória e lavar as bem as mãos afastam a possibilidade da doença. “Lembra quando tivemos o H1N1, há alguns anos? Fomos pró-ativo na prevenção, usamos álcool gel, cuidados com os ambientes. Temos agora mais uns dez dias de crescimento do número de casos. Depois, isso se estabiliza. Consequentemente após essa prevenção, acontece um decréscimo”, ressaltou Ary Carneiro.

Impacto financeiro do outro lado do mundo

De acordo com o que mostrou a Agência Brasil, o impacto econômico do surto do Coronavírus continua a se espalhar, inclusive fora da China. O governo de lá diz que o número de pessoas que usam o transporte público em todo o País caiu cerca de 30% no dia 25, o primeiro dia do Ano-Novo Lunar – em comparação com o mesmo período no ano passado.

Outros países também estão sentindo os efeitos. A China proibiu viagens em grupo para o exterior, incluindo o Japão.

O ministro da Revitalização Econômica do Japão, Yasutoshi Nishimura, disse que os chineses representam cerca de 30% do total de turistas estrangeiros no Japão.

A Bolsa de Valores de Xangai, por exemplo, retomaria suas atividades no dia 31, adiou o início das operações.

SERVIÇO

Na página do Ministério da Saúde, os dados sobre o Coronavírus são atualizados todos os dias. Basta acessar ao link para acompanhar: http://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/novocoronavirus

CASOS

Os dois casos suspeitos no Paraná foram descartados. Os pacientes têm 29 e 23 anos. Um deles estavam com Influenza B (um tipo de gripe) e no outro caso, por conta da falta de sinais, foi descartado. Na terça, 28, o Ministério da Saúde informou por nota, que foi notificado de outros dois casos suspeitos (no Rio Grande do Sul e Minas Gerais). Os pacientes se enquadraram na atual definição de caso suspeito para nCoV-2019 (o novo Coronavírus), estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), ou seja, apresentaram febre e, pelo menos um sinal ou sintoma respiratório, e viajaram para área de transmissão local nos últimos 14 dias.

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