DENGUE: Por enquanto, ninguém ficou doente em União da Vitória

Das 22 regionais de Saúde, a de União fica isenta das doenças contraídas na própria cidade. Status para os nove municípios é positivo, embora não amenize situação de alerta

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Atualizado há 11 anos

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Larvas do mosquito transmissor da dengue seguem sendo encontradas, inclusive fora do período de “pico”. (Foto: Mariana Honesko).

O último boletim divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa), coloca União da Vitória em uma posição privilegiada, embora de atenção. Segundo o informe atualizado no dia 23, a 6ª Regional, onde está o município, é a única das 22 unidades do Estado que não tem casos autóctones da dengue, ou seja, ninguém contraiu a doença na cidade onde mora. Por outro lado, de acordo com a Vigilância Sanitária (Visa), ela já registrou, há um ano, um caso de contaminação importada, quando uma pessoa teve os sintomas na sua cidade natal mas adquiriu a doença em outro lugar.

Embora positivo, o status não garante a “baixa de guarda”. Nem poderia ser assim: apenas nesta semana, várias larvas do mosquito Aedes aegypt foram encontradas entre os bairros Rocio e São Basílio Magno, na zona Sul de União da Vitória. Por isso, a Visa reforça o trabalho de seus 11 agentes de endemias, bem como lembra à comunidade os efeitos de simples descuidos. “Para conseguir esta posição temos pontos favoráveis, como o clima, por exemplo, já que o mosquito prefere regiões mais quentes. Por outro lado, nos preocupamos porque Ponta Grossa, que tem um clima parecido com o nosso, já tem casos de dengue”, alerta o chefe da Visa em União, Herli Daniel da Silva. “A doença vai aparecer aqui também, é inevitável, mas temos batalhado em relação aos depósitos de material reciclável, criadouros”, completa.

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Wagner e Herli na sondagem do mapa de incidências: Paraná está em alerta

Caso – ou quando – isso ocorra, o protocolo de trabalho muda completamente. A cidade é colocada em alerta e com o status de “infestada”. Mais do que a eventual falta de atenção da comunidade, que às vezes esquece de limpar o quintal, de virar vasinhos e garrafas e até de olhar com carinho para calhas e lápides, o efeito natural incomoda. De acordo com o agente de endemias da Visa, Wagner de Moura Santos, o pico para o encontro de larvas do mosquito é entre os meses de novembro e abril. “Mas estamos encontrando muito agora também, que não é época. O final de ano deve ser complicado”, afirma.

Em União, o cemitério municipal e os bairros São Basílio, Rocio e São Sebastião, são as regiões mais comuns para o encontro dos vetores. No Paraná, a incidência é de 276,75 casos para cem mil habitantes. O Estado está, portanto, em situação de alerta já que o Ministério da Saúde considera o status quando há entre cem e 300 casos para cem mil habitantes.

 

Na segunda-feira, larvas foram encontradas em um ferro-velho, no Rocio

Água limpa e parada + calor e lugar sombreado = DENGUE

 

Paraná em alerta*

dengue-saude-uniaodavitoria387.539 notificados (pessoas com pelo menos três sintomas)

18.296 permanecem em investigação

31.758 confirmados como dengue

24 mortes

*Dados do último ano de pesquisa (2014/2015)

Risco climático

Das 18 estações meteorológicas avaliadas com relação às condições do clima favoráveis à reprodução do mosquito, apenas uma apresenta risco médio nesta semana. Trata-se da região de Paranavaí. União da Vitória não aparece neste mapa por não ter estação: o risco segue presente.

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