
O transtorno autista atinge ao menos uma entre cada mil crianças, sendo quatro vezes mais comum entre meninos. A doença marcada por comportamentos repetitivos e pelo isolamento pode ser diagnosticada com maior precisão a partir dos dois anos, quando os altistas costumam apresentar regressão na fala, dificuldade de fixar o olhar, e podem ter comportamentos agressivos mesmo com pessoas próximas. A avaliação precoce é fundamental para garantir orientação às famílias e a melhor qualidade de vida e desenvolvimento da criança.
Essa orientação foi apresentada pelo neurologista Pedro Henrique de Campos Albino durante sessão da Assembleia Legislativa nesta quarta-feira (6), quando o especialista atendeu a convite para divulgar o trabalho que é realizado há três anos, pelo Centro Catarinense de Reabilitação (CCR), ligado à estrutura pública do Estado. Albino foi convidado pelo deputado Antonio Aguiar (PMDB), valorizando a Semana Estadual de Estudo e Conscientização sobre o Autismo. Ele destacou que o diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA) já foi confirmado em mais de 200 pacientes. A cada semana, oito crianças são submetidas a avaliações.
Para o médico, o acompanhamento de especialistas, como psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas e educadores físicos é fundamental desde muito cedo para que as crianças diagnosticadas com autismo possam se desenvolver e ter uma qualidade de vida melhor. “A partir desta equipe multidisciplinar é possível avaliar e desenvolver um programa de intervenção que visa satisfazer as necessidades particulares a cada indivíduo”, frisou.
O especialista salientou que o transtorno que atinge cerca de 70 milhões de pessoas no mundo, geralmente aparece nos três primeiros anos de vida e compromete as habilidades de comunicação e interação social. “Hoje o que observamos é que as limitações enfrentadas por essas crianças, como comportamentos repetitivos e restritivos, acaba tornando elas mais isoladas, dificultando sua interação com as demais crianças”. Segundo o médico, o atendimento no CCR é direcionado às crianças até 14 anos de idade com deficiência intelectual que podem ou não ter autismo.
Aguiar valorizou a vinda do colega médico ao parlamento para divulgar um serviço público de qualidade desenvolvido pelo CCR e orientar a população com os canais institucionais da Assembleia, especialmente a TVAL, que tem alcance estadualizado. “É uma doença que precisa ser diagnosticada cedo, para garantir a melhor qualidade de vida possível aos pacientes, e assistência às famílias”, explica o deputado.