O Chefe da 6ª Regional de Saúde de União da Vitória (6ª RS), Ricardo Krzyzanowski, apresentou na manhã desta quinta-feira, 30, o novo boletim epidemiológico de Febre Amarela. Divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), no dia anterior, o documento confirma 32 novas epizootias no Paraná.
Das 854 notificações de mortes de macacos registradas, 260 foram confirmadas por febre amarela, 97 seguem em investigação para a detecção do vírus; 84 foram descartadas e outras 413 são indeterminadas.
A 6ª RS de União da Vitória concentra o maior número de notificações com 267 e de confirmações com 84 epizootias.
Segundo Ricardo, os casos de morte de macacos por febre amarela sinalizam a presença do vírus no Estado e a única forma prevenir a doença é a vacinação.
“Diferente do coronavírus, a febre amarela tem vacina”, diz Chefe da regional.
O médico explica que os macacos não transmitem a febre amarela; eles ocupam a função de sentinelas no enfrentamento da febre amarela, indicando o caminho que o vírus está percorrendo.
Entre as 22 Regionais de Saúde, apenas a 8ª Regional de Saúde (RS) de Francisco Beltrão, não possui notificações de epizootias.
Febre amarela
É uma doença infecciosa, causada por vírus transmitido pela picada dos mosquitos infectados. Os sintomas iniciais são febre com calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores musculares, vômitos e fraqueza.
* Epizootia é o conceito utilizado em veterinária e ecologia das populações para qualificar uma enfermidade contagiosa que ataca um número inusitado de animais ao mesmo tempo e na mesma região e que se propaga com rapidez.
