
A Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP) é mais comum do que se pensa, embora nem toda a comunidade tenha um entendimento pleno do que realmente se trata. Na teoria – e de maneira simples – trata-se de um conjunto de doenças que leva à obstrução das artérias, com consequências para todo o corpo.
“São todas as doenças que acometem as artérias, os vasos que levem o sangue do coração para todo o corpo”, sintetiza o médico Airton Mota Moreira, especialista em angiorradiologia e radiologista intervencionista. O profissional conversou sobre o assunto com a reportagem do jornal O Comércio e da Rádio CBN Vale do Iguaçu.
A DAOP é agravada por fatores de risco conhecidos, como o fumo, diabetes, hipertensão, hipercolesterolêmica, obesidade e vida sedentária. De acordo com a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), o problema atinge cerca de 15% a 20% da população com mais de 55 anos. “A prevalência na população é de pessoas com mais idade e com a associação de fatores de risco, isso aumenta”, pontua Moreira.
ENTREVISTA
Jornal O Comércio (JOC) – Como é feito o tratamento da DAOP?
Airton Moreira (Moreira) – Ele estará muito ligado em função das manifestações nos pacientes.
JOC – Quem tem problema de circulação, pode ter algo a ver com o DAOP?
Moreira – Quando se fala em circulação, já se pensa realmente nisso. As pessoas têm essa sensação e confundem com as varizes. A má circulação está ligada com as varizes, mas são conceitos diferentes.
JOC – Colesterol alto pode desenvolver uma relação com as doenças?
Moreira – O conceito de vascular envolve artéria e vasos também. A doença arterial é um tipo de doença vascular também. Quando a gente tem um descontrole no colesterol tem uma relação direta com as placas de gordura. Quando se tem o descontrole, é importante que seja feito algo para que não ocorra a obstrução dos vasos periféricos.
JOC – O uso de meias elásticas, é algo paliativo?
Moreira – Como a gente sabe, as meias são indicadas para o tratamento de meias. Na doença periférica, o uso é contraindicado, porque pode diminuir a circulação.
JOC – Dedos arroxeadas e mais frios, o que pode ser?
Moreira – Os sinais clínicos é justamente a mudança nos membros, como a cor e a temperatura, especialmente nas extremidades. Isso mostra uma deficiência de sangue nestes locais. Obviamente, é preciso avaliar.
