
Doadores de sangue de União, Porto União e cidades vizinhas tomaram às ruas das Cidades Irmãs na manhã de ontem. O grupo era pequeno e a caminhada não durou muito tempo, mas já serviu para mostrar o rosto de quem realmente se doa. O Banco de Sangue promoveu a Caminhada pela Vida na intenção de homenagear os doadores de sangue participativos da Unidade, além de chamar por novos doadores. “A gente sabe da necessidade da doação de sangue, então nada mais justo que homenagear os doadores”, comenta o farmacêutico bioquímico da Unidade, Alessandro Savi. “O doador é o foco principal da campanha. Ele que fornece todo o suporte para dar a vida”, completou Savi.
A Unidade em União da Vitória atende as cidades da Associação dos Municípios Sul Paranaense (Amsulpar) e, também, Porto União, Irineópolis e Matos Costa, do lado de Santa Catarina. A demanda é grande e levando em conta o cenário, a equipe do Banco decidiu mostrar a importância dos doadores e ‘chamar atenção’ para a causa, buscando por mais colaboradores voluntários. Quem esteve presente na caminhada – e homenageado – também foi o pedreiro Amarildo Gomes, de 50 anos. Ele é o voluntário mais ativo do hemocentro com mais de 70 doações de sangue. “Tenho de gradecer a Deus, por mais um ano estar com o pessoal do Banco de Sangue e com boa saúde”, comemora. “Para mim é uma diversão.”
Entre os homenageados também estava o precursor desse trabalho, Dr. Willy Carlos Jung – Willynho – que começou lá em 1950 e, literalmente, se doou à causa. Empresas amigas do Hemocentro também receberam um certificado de Parceira da Doação de Sangue. O Grupo Verde Vale de Comunicação foi representado pelo seu editor de conteúdo, Eduardo Carpinski. E a agência de publicidade, Girafa Comunicação Interativa – parceira do Grupo – foi representada pelo diretor executivo Marcos Romualdo dos Santos e pela gerente de conteúdo, Aline Graef. “Todos os doadores são importantes, mas sempre tem os doadores que nunca deixam faltar, nunca esquecem, fazem de regra estar em boa saúde para poder doar”, lembra orgulhoso o enfermeiro.
Outras empresas e instituições, como a Top FM e a Rádio Colméia, RPC TV, Rede Feminina de Combate ao Câncer, Polícia Militar e Exército, receberam o certificado de “empresa amiga”. Essas duas últimas instituições são parceiras com todo seu efetivo. Conforme Savi, quando “aperta” no Hemocentro é para eles que a equipe recorre. “Eles prontamente sempre colocam soldados e policiais à nossa disposição”, lembra o farmacêutico.
Para doar
Para doar sangue é simples. Basta ir bem alimentado até um Hemocentro, levar uma carteira de identificação com foto, pesar mais que 50 quilos e não tomar nenhum medicamento. Contudo, mesmo com esses poucos pedidos e com o novo horário de atendimento em União da Vitória, parece que tem muita gente que ainda não conhece o caminho da Unidade, o que está causando problemas por lá.
A primeira doação pode ser feita dos 18 aos 61 anos. Quem doa desde os 18 pode seguir com a coleta até os 69 anos. Adolescentes dos 16 aos 17 anos precisam estar acompanhados dos pais. O doador também precisa estar com a saúde em dia, caso contrário pode se prejudicar doando o sangue. Já para doação de Medula Óssea a pessoa tem de ter entre 18 e 54 anos e assinar um termo no Banco de Sangue.
O centro de coleta fica na Rua Castro Alves, número 26, ao lado do Pronto Atendimento de União da Vitória. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 3522-1365.
O funcionamento é feito de segunda a sexta-feira das 13 às 16 horas. Em dezembro, no dia 19, também haverá o sábado de atendimento especial. Na ocasião a Unidade estará aberta para receber doadores durante toda a tarde. O atendimento no Banco de Sangue segue normal até 23 de dezembro. “Pedimos sempre que o pessoal compareça com mais frequência no final do ano, que é quando mais precisamos”, pede Savi.
Doadores
O sangue doado varia de 400 a 450 ml por pessoa. Esse doador, se for homem, pode doar até quatro vezes ao ano. Se for mulher, são três vezes. Mas há algumas restrições. Se fizer uma tatuagem são 12 meses sem doar e a mulher se engravidar ou estiver amamentando, mais um tempo sem comparecer ao Hemocentro.
Mas, caso não seja possível doar sangue, a pessoa tem outra chance de salvar vidas. Ela é mais difícil, uma em 100 mil, mas vale a pena tentar: medula óssea. Nesse caso 4 ml de sangue são suficientes para ficar no banco de dados. A compatibilidade pode ser com qualquer um, brasileiro ou não. Já teve caso em Porto União que uma moradora doou medula para um paciente na Suécia.
Fotos: Bruna Kobus




















