HEMODIÁLISE: Transição no dia 1° garante a manutenção do serviço

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Atualizado há 10 anos

HemodialiseX-XCapaFoi aos 45 do segundo tempo que uma definição para a Clínica de Hemodiálise apareceu. Na semana em que o contrato com o Hospital São Camilo encerraria, o nefrologista de Ivaiporã (PR), Marcos Gevert, aceitou o desafio de administrar mais uma unidade de diálise. Na carreira, o nefrologista tem a experiência de 23 anos com centros de diálise. Em Ivaiporã, administra uma clínica que atende 25 pacientes. Em Guarapuava, também no Paraná, comanda o atendimento em um empreendimento privado especialista em cálculo renal.

A transição em União da Vitória aconteceu no dia 1°, quando oficialmente a equipe do nefrologista assumiu a clínica no São Camilo.

A médica Priscila Pilz é a nova diretora da clínica. Entusiasmada, está tranquila diante do desafio, especialmente porque o não fechamento das portas, garante o tratamento para os 42 pacientes na própria “casa”. “Foi um transtorno grande nestes últimos meses, pelo risco do fechamento. Era uma coisa que não poderia acontecer. Seria um retrocesso para a cidade. A gente se esforçou para que retomar os trabalhos”, diz. Priscila é nefrologista e diante do perfil dos pacientes, já tem planos dentro do cargo. “A gente pensa em fazer mais campanhas para divulgar a importância de fazer os exames, de se cuidar. Embora a maioria dos pacientes sejam idosos, temos casos de jovens também”, ressalta.

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Priscila Pilz assumiu a direção da clínica

Mas, se a equipe de diretores e de funcionários comemora a permanência do trabalho no Vale do Iguaçu, muito mais estão os pacientes. Afinal, a renovação do contrato evita viagens longas, cansativas, em busca de dias melhores. “É de uma importância que não sei nem explicar. Não só eu, mas outros dependem disso. São quatro horas de máquina, imagine viajando. Passa um dia, volta no outro. Não seria vida”, sorri o paciente, Jocemar Correia de Almeida.

Dinâmica

Os pacientes atendidos na clínica são maioria usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). São, hoje, 42. Quatorze máquinas trabalham todos os dias da semana, no tratamento dos pacientes. São três horas de dialise para cada um, três vezes por semana. “Cada caso é um caso. Alguns se recuperam da função renal e acabam diminuindo um pouco os dias na semana”, comenta a médica.

Relembre

Em uma Carta de Esclarecimento, a nefrologista Gisele Fernandes Furtado, então proprietária da Clínica de Hemodiálise que funciona no Hospital São Camilo explicava sobre o fim do contrato e a colocação da clínica à venda. Os avisos, para a 6ª Regional de Saúde, Ministério Público e à direção do hospital, aconteceram ainda em outubro do ano passado. Se a negociação não acontecesse, os pacientes teriam que viajar, para buscar o tratamento em outras cidades. Um calcário, sem data para terminar.

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