MAMAÇO: Leite fraco não existe, garante campanha de aleitamento materno

Em Porto União, “Mamaço” reúne gestantes e mães que amamentam. Evento incentiva gesto

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Atualizado há 10 anos

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(Fotos: Mariana Honesko).

Considerado o melhor alimento do mundo para os bebês, o leite das mamães é o protagonista da semana. É que em todo mundo se comemora o aleitamento materno. São dias de incentivo, de oficinas, de campanhas em prol deste gesto único, capaz de dar saúde para os baixinhos e alegria para quem oferece o peito. Por isso e por inúmeros benefícios, pelo menos 120 países lembram a data com ações práticas, de sensibilização.

Em Porto União, foi assim. Ontem, durante toda a tarde, a edição 2016 do “Mamaço”, evento organizado pela prefeitura, reuniu cerca de cem mães e gestantes no salão social da Igreja Luterana. Por lá, uma mesa farta de alimentos com nutrientes e discussão de temas igualmente ricos. “É um evento de conscientizar as mulheres da importância do leite materno. Por isso, estamos neste movimento hoje (ontem) e durante toda a semana também, com enfoque nos postos sobre este assunto”, explicou o secretário de Saúde, Rogério Stasiak.

Quem foi até lá, aprendeu um pouco mais sobre o processo correto de aleitamento, bem como recebeu lições sobre o banho de balde e as massagens relaxantes para os pimpolhos. Ainda, em um teatro de humor, desmistificou alguns costumes bem típicos. A dieta dos 40 dias, a sopinha rala deste período todo e a lenda sobre o leite fraco, foram alguns dos principais paradigmas abordados.

MamaXXoX1Aliás, sobre o conceito do leite, as profissionais de saúde foram bastante claras: não há, de jeito nenhum, leite fraco. Todo o alimento é rico em minerais e vitaminas, pelo menos, até o sexto mês de vida da criança. Até lá, todo bebê, da “terrinha” ou da Somália, por exemplo, tem chances idênticas de sobrevivência caso mamem no seio. Que o diga a filha de Cristiana Abel da Cruz. Isabelly tem cinco anos e meio e ainda mama no peito. “É a melhor coisa do mundo”, sorri a mãe, que para o primeiro filho deu o peito por mais de um ano. Leticia, mãe do pequeno Leonardo, de dois meses, resume bem o que representa o gesto. “É vida”, sorri. A mãe de outro Leonardo, Gertrye Juliana, concorda. “Ele só mama no peito e é importantíssimo”, garante.

O leite do peito é considerado alimento ouro – daí o laço dourado como símbolo da campanha. No Brasil, campanha do Governo Federal trabalha desde o dia 1º com tema especial para o ano, “Amamentar faz bem à saúde da mãe, do bebê e também do planeta”. É, na verdade, um alerta, que tem como foco também o alcance das metas de Desenvolvimento Sustentável. A campanha tem participação do Ministério da Saúde e parceria da Sociedade Brasileira de Pediatria. “O leite materno já vem pronto, está sempre na temperatura correta para o bebê e não necessita de nenhum preparo prévio nem gasto de energia, ou seja, não agride o meio ambiente“, afirma no material da campanha o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

Brasil é destaque

No início do ano, a revista britânica The Lancet, na série especial sobre aleitamento materno, alertou sobre os índices globais de amamentação exclusiva em crianças menores de seis meses, que ainda estão abaixo de 50% na maioria dos países.

De acordo com dados da revista, os avanços destacados nesse estudo mostram que as crianças brasileiras, em 1974-1975, eram amamentadas em média dois meses e meio, sendo que em 2006-2007 essa média subiu para 14 meses.

A revista indica que um aumento de dez pontos percentuais no índice de amamentação exclusiva até os seis meses ou da amamentação continuada até os dois anos ou mais se traduziria numa economia em tratamentos de saúde de 6 milhões de dólares no Brasil.

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