Médicos europeus aprimoram técnicas no Vale do Iguaçu

Profissionais acompanham processo em tratamentos de varizes e varicosas em clínica de Porto União

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Atualizado há 7 anos

(Foto: Reprodução).
(Foto: Reprodução).

Uma nova técnica de tratamento não-cirúrgicos de varizes e varicosas está sendo fomentada no Brasil. A técnica consiste em um procedimento sem cortes, anestesias ou internação. E para falar sobre o assunto, participaram de uma entrevista na CBN, os cirurgiões cardiovasculares, Ricardo Krzyzanowski, Giovanni Alongi, natural da Itália, e Valbon Gashi, do Kosovo.

Trata-se de uma espécie de intercâmbio, onde os médicos europeus, aprimoram em Porto União, onde Ricardo tem clínica, as técnicas. Conforme os profissionais, o avanço principal é para as intervenções que dispensam processos mais evasivos.

Ricardo Krzyzanowski, conforme contou à CBN, conheceu os médicos em um congresso internacional cujo tema era justamente o tratamento das varizes sem cirurgia.

“Fizemos amizade e isso permitiu que eu fosse à Itália no ano passado, para mostrar algumas técnicas que já fazemos uso no Brasil. Desde então, estamos em conversa e surgiu a possibilidade de os médicos vieram para cá, aprimorar tudo isso. Em contrapartida, vamos fazer aqui um tratamento inovador que é a cola, que o doutro Giovanni faz uso na Europa”.

A entrevista está disponível em podcast na página da CBN, mas aqui, O Comércio faz um recorte dos principais momentos dela.

ENTREVISTA

CBN – Como é essa técnica já usada na Europa?

Giovanni Alongi – Ela surgiu nos últimos anos e no Brasil está quase entrando. É um material específico, como uma cola, um material que vai dentro da veia, na região especifica da doença. Sem corte, internação, pós-operatório pesado, conseguimos tratar até grandes safenas.

CBN – O processo é mais tranquilo?

Giovanni Alongi – É revolucionária, com muito menos desconforto.

CBN – Onde a técnica é conhecida já?

Giovanni Alongi – Em alguns países da América e na Europa.

CBN – Um avanço, sem dúvida.

Ricardo Krzyzanowski – Sim, até porque as complicações das varizes trazem prejuízos não apenas para os pacientes, mas para o fator financeiro do País. O afastamento de um paciente acarreta em um valor financeiro elevado. A busca por novas técnicas, como é o caso da cola, nos permite tratar o paciente de maneira rápida. Ele vai terminar o procedimento caminhando para casa. Ele chega caminhando e volta assim. Claro, a cirurgia ainda é muito bem vista. Mas temos agora o advento das novas técnicas que não precisam de internamento e tem a mesma resolutividade.

CBN – Qual é o perfil de quem tem varizes ou varicosas?

Ricardo Krzyzanowski – Oitenta por cento é fator genético e o restante, depende do trabalho, de ser sedentário ou não, de ter sobrepeso ou não.

CBN – E a faixa etária?

Ricardo Krzyzanowski – Com o passar dos anos, acima dos 50 e 60 anos, a chance de ter é maior, mas com carga genética, a partir dos 15 anos, por exemplo.

CBN – E na Itália? Essa é a realidade?

Giovanni Alongi – Essa doença é presente na Itália e no mundo todo. É a terceira ou quarta doença crônica mais difusa no mundo. É uma doença que por muitos anos as pessoas não tratam. É algo clinico e pode levar à complicações. Tem que tratar o quanto antes.

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