Há quatro meses, o Tratamento Fora de Domicílio (TFD) de União da Vitória iniciou uma campanha de conscientização. Tudo por conta do grande número de pacientes faltantes às consultas especializadas, carro-chefe do TFD.
Conforme a diretora geral da Secretaria de Saúde e responsável pelos agendamentos dentro e fora da cidade, Ângela Foltz, mesmo sem ser realizada, a consulta é paga. Em média, ela custa R$ 42. “Iniciamos a campanha através da rádio, jornal e até pessoal. O que conseguimos? Nada. As faltas continuam, e pior, aumentando”, lamentou.
Só para se ter ideia: entre os dias 21 de julho e 10 de agosto – 19 dias úteis – 48 pacientes não foram às consultas. Até agora, portanto, o município precisou desembolsar R$ 2.016,00 para o Consórcio Intermunicipal de Saúde do Vale do Iguaçu (Cisvali).
Mais do que perder a consulta, o paciente volta para uma longa fila de espera. Como se tratam de especialidades – oftalmologia, ortopedia, endocrinologia e dermatologia, por exemplo – a demora por um novo atendimento pode passar de um ano. Ainda, quem consegue a consulta e não vai, tira a vez de quem precisa, realmente.
Memória
Esquecimento. Esta é a principal justificativa desculpa usada pelos pacientes na justificativa para a ausência. A checagem do motivo é feita pela equipe do TFD que, diante de tantas baixas, decidiu sondar a falha. “Estamos ligando para saber o que aconteceu e os pacientes dizem que esquecem”, conta Ângela. O pretexto não cai bem. “Porque entregamos as guias com no máximo dez dias de antecedência da consulta”, pontua.
Aliás, a entrega pessoal da guia é outra estratégia usada para tentar coibir as faltas. Antes, o documento era deixado nas casas dos pacientes por meio dos agentes de saúde. “Mas não tem adiantando muito”, lamenta a diretora.
A campanha continua e o apelo não mudou. “Nosso pedido é para que as pessoas não faltem. A consulta é paga, mesmo que o paciente não vá. Além disso, tem a fila de espera novamente”, apela Ângela.