Durante 15 anos, desde que descobriu ser portadora de hepatite C, a costureira Helenisar Campos Cabral Salomão, de 60 anos, enfrentou diversas etapas do tratamento contra a doença que pode causar cirrose e câncer no fígado. Nos últimos anos, a terapia passou a incluir injeções semanais na barriga na tentativa de eliminar do vírus C. As aplicações eram parte do antigo medicamento contra a doença.
No entanto, em vez da cura esperada, Helenisar passou a sofrer com fortes efeitos colaterais do medicamento composto por comprimidos e injeções periódicas. Ela passou a sofrer irritação nervosa e depressão. A medicação podia causar, ainda, outras doenças, como a anemia.
Mas desde o fim do ano passado, Helenisar voltou a acreditar na possibilidade de se ver livre da hepatite C. Ela foi a primeira paciente do SUS a receber sufosbuvir e o daclatasvir, que compõem o novo tratamento para a doença. Distribuído gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), os medicamentos têm mudado, aos poucos, a vida de portadores da doença. “O tratamento era horrível. Era buscar mais dores para dentro do corpo”, recorda. “Agora, eu tomo saúde”, compara.