Órgãos sanitários alertam sobre presença do mosquito e criadouros

Para entidades, apenas intervenção do Poder Público não combate a doença

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Atualizado há 11 anos

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Mosquito está na região: temor é pela instalação da doença

A preocupação com a Dengue e as medidas a serem adotadas para evitar criadouros do mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti, já fazem, ou deveriam fazer, parte da rotina de toda a comunidade. O problema é que nem todas as pessoas tomam os cuidados necessários. Logo, o mosquito pode rondar por aí.

Nas Cidades Irmãs, as conclusões dos órgãos de Saúde e de Vigilância são as mesmas. Primeiro, que nem sempre quem recebe a informação, atende as expectativas, especialmente no trabalho preventivo. Segundo, que só ações do Poder Público garantem a eliminação do mosquito, criadouros ou da doença.

A preocupação com este perfil mobilizou dois encontros nos últimos dias. Em União da Vitória, ele envolveu a Vigilância Sanitária e a Chefia de Gabinete. Em Porto União, profissionais locais, de Canoinhas e até do 5º Batalhão de Engenharia de Combate Blindado. “Discutimos novas estratégias de enfrentamento da doença”, resume o secretário da Saúde em Porto União, Jair Giraldi. Para ele, será preciso avançar na fiscalização, mobilização e visitação de casas, por exemplo. “Estamos preocupados. Todos os dias vemos no noticiário os hospitais lotados no País por conta da Dengue. É triste e preocupa porque a Dengue está se expandido de forma rápida”, comenta.

Na região das Cidades Irmãs, segundo o secretário, já há o mosquito transmissor. “A instalação da doença é a próxima etapa e se não fizermos isso, a teremos na nossa região”, alerta.

Números

Em Porto União não há confirmação de casos da doença, porém, oito focos de larvas do mosquito já foram encontrados em alguns pontos, o que preocupa as equipes de Saúde. O encontro só foi possível por conta da manutenção dos Pontos Estratégicos (PEs), onde estão instaladas 102 “armadilhas”, métodos indicados pela Funasa para a prevenção de doenças. “Os cuidados já acontecem há 15 anos, mas hoje os tempos são outros, há mais indústrias, a população aumentou e com isso vem o mosquito transmissor. Se não tivéssemos essas armadilhas não haveria detecção dos focos”, explica o coordenador da Vigilância Ambiental de Porto União, Ocimar Olivetti.

Já em União da Vitória, últimos levantamentos mostram que entre os dias 27 de julho de 2014 e 28 de janeiro deste ano, cinco focos foram encontrados. Em um deles o trabalho de eliminação foi realizado em conjunto com Porto União, pois o perímetro de delimitação de foco se estendia para o lado paranaense. No município, o trabalho de prevenção ocorre com os agentes, de porta em porta.

Campanha

A partir de agora será realizada uma ação conjunta nas Cidades Irmãs, para integrar as atividades, que devem ser iniciadas com um grande arrastão de recolhimento de materiais inutilizáveis em todos os bairros dos dois municípios.

Para isso, um encontro entre os dois prefeitos e os secretários de Saúde será realizado para delimitar o começo das atividades.  A programação do recolhimento dos materiais será divulgada nos próximos dias.

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