PARA ABRAÇAR: Polvo Solidário enche de amor a UTI dos hospitais

Projeto voluntário garante a confecção dos bichinhos de lã para os bebês hospitalizados na neonatal

Por mês, os 42 voluntários do Polvo Solidário produzem cerca de 200 unidades (Foto: Arquivo/JOC).
Por mês, os 42 voluntários do Polvo Solidário produzem cerca de 200 unidades (Foto: Arquivo/JOC).

Um polvo. Um molusco cheio de braços que, dependendo da imaginação de cada um, consegue fazer mil coisas ao mesmo tempo. Fora da água, o bichinho ganhou um ar pedagógico e lã. Confeccionado dentro da técnica japonesa amigurumi, o polvo ficou fofo e funcional. Ele não decora o quartinho de bebês, nem consultórios. Ele é amigo dos nenéns das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) neonatal dos hospitais. Um amigo, cheio de braços, preparado para ser aconchego e aclamar quem está na incubadora. “Ele (o polvo) muda a concepção. Não existe dinheiro no mundo que pague o abraço que a gente recebe, as cores dos bichinhos na UTI”, sorri Viviane de Souza, pedagoga que desenvolveu o projeto em Curitiba.

Imitando o polvo, a proposta ganhou outros braços e depois de começar tímido, dando carinho para dois hospitais, ele alcança hoje o Estado com a distribuição dos polvinhos em sete casas de saúde. Por mês, os 42 voluntários do Polvo Solidário, produzem cerca de 200 unidades – e já foram cerca de cinco mil desde 2017, quando ele nasceu. Os bichinhos aparecem também na UTI neonatal da Associação de Proteção à Maternidade e à Infância (APMI), em União da Vitória. Eles são trazidos de Curitiba para a cidade, sempre que existe a demanda. “E quando a criança recebe alta, leva dois polvos para casa. A ideia é de que enquanto está sendo lavado, ela brinque com o outro. As crianças se sentem protegidas com ele. É um amiguinho, melhora o batimento cardíaco, as crianças sentem que tem alguém com elas ali”, conta Viviane.

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A criadora do projeto no Paraná esteve em União contando um pouco mais sobre o projeto. Na cidade, contou mais em entrevista ao Grupo Verde Vale de Comunicação. Na ocasião, ela convidou a comunidade para participar do curso de produção dos polvos, oferecido no ambiente da Festa da Costela, evento realizado no fim de semana no CTG Fronteira da Amizade. Mais do que querer fazer, é preciso saber. “É que o polvo é padronizado, sem buraquinhos, sem plástico, feito com lã 100% algodão”, destaca.

Viviane de Souza, pedagoga que desenvolveu o projeto em Curitiba
Viviane de Souza, pedagoga que desenvolveu o projeto em Curitiba
Sem fronteiras

A confecção dos polvos já povoa o País todo, a partir de projetos parecidos com o do Paraná. Viviani conta que no Estado, a ideia nasceu a partir de uma busca pela ideia e de modelos dinamarqueses. No País, os polvos em hospitais, são populares desde 2013.

Mesmo sem comprovação científica, a presença dos polvinhos nas incubadoras faz a diferença na recuperação dos pequenos. Não é à toa que a organização dinamarquesa responsável pelo projeto original escolheu o simpático molusco como mascote. É que os brinquedos sugerem a criação de um ambiente seguro e confortável para os bebês.

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