Picadas de animais peçonhentos aumentam com o verão

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Atualizado há 12 anos

Calor e chuvas fazem animais se proliferarem. Saúde alerta: picadas nem sempre são percebidas.

 Legenda: Adultos são as principais vítimas dos animais peçonhentos  (Foto: Reprodução)

Legenda: Adultos são as principais vítimas dos animais peçonhentos 
(Foto: Reprodução)

Já não basta o primeiro mês do ano ser perigoso para o aumento de casos da dengue, agora da febre chikungunya, janeiro também é característico pelas picadas de animais peçonhentos. Aliás, todo o período de verão.  E, a Saúde alerta: nem sempre essas picadas são percebidas, o que gera mais complicações.

Conforme Roseli Kauva, técnica de enfermagem no setor de Epidemiologia de Porto União, os casos com esses animais aumentam consideravelmente no verão, e se alguém for vítima dessas picadas deve ir o mais rápido possível para o Pronto Atendimento. “Há casos mais graves que a pessoa pode ser internada. Mas, o que deve ser feito por primeiro é vir para o hospital que o médico vai analisar a situação.” Ainda conforme Roseli, existem dois tipos de tratamento para as picadas. “Na situação de emergência pode ser usado o soro e, se não for tão grave, o médico pode solicitar o uso de algum medicamento e observação do paciente por algum tempo”, explica. O soro aplicado não é o mesmo para todos os animais. No caso da aranha marrom o antídoto pode ser tanto o soro antiaracnídico quanto o antiloxoscélico. Para as cobras o recomendado é o soro antiofídico e para escorpiões o soro antiescorpiônico.

Porto União já registrou dezenas de ocorrências com escorpiões. Isso porque em 2013 e também no ano passado, no Bairro São Pedro, um foco do animal foi encontrado. Na época a espécie foi enviada para análise na Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) de Santa Catarina. O escorpião detectado foi o Tityus Costatus. Em documento emitido pela Dive, especialistas informaram que esse tipo de escorpião “não apresenta importância epidemiológica”, ou seja, seu veneno não pode matar.

Contudo, as picadas de aranha marrom e cobras são as mais comuns nos Pronto Atendimentos. “Com essas aranhas nós lidamos o ano inteiro”, lembra Roseli. Para a técnica há regiões onde os animais predominam. “Acidentes com ratos e cobras acontecem mais no interior, já com aranhas marrom é na área urbana, porque o pessoal vai limpar a casa e a aranha se esconde em qualquer lugar”, explica.

Já do lado paranaense da linha os dados ainda são preliminares, mas, já registraram em dezembro cinco ocorrências com aranha marrom e uma com cobra. Outros quatro casos foram registrados entre o dia 1º e ontem.

Cuidados

Para evitar acidentes deve-se manter a casa sempre limpa, removendo entulhos, madeira e materiais de construção, limpar cantos das paredes, atrás e dentro de armários e guarda-roupas, rebocar paredes e muros. É importante verificar calçados e roupas antes de vestir. Também é recomendável manter gramados aparados e os arredores da casa sempre limpos, evitando o aparecimento de animais que possam servir de alimento para serpentes, aranhas e escorpiões (como baratas e roedores).

Contudo, nem sempre a picada do animal é notada, exemplo são as aranhas marrom. Desse modo, feridas que não cicatrizarem mas que mostrem um avanço em sintomas como coceiras ou ardência devem ser diagnosticadas para receber tratamento adequado. E, para isso, só indo ao médico. A utomedicação não é recomendada.

Gráfico Dengue 01Mosquito

Conforme o Setor de Epidemiologia de Porto União nenhum caso de dengue ou chikungunya foi registrado no município. Em União da Vitória a situação é parecida, mas, a preocupação continua grande com a vistoria em locais propícios para a proliferação do mosquito. Já que o Aedes Aegypti é responsável pela transmissão tanto da dengue quanto da chikungunya.

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