Porto União dá continuidade a mutirão da dengue

Visitas aos bairros seguem até a próxima semana. Caso autóctone no município vizinho deixou autoridades de Saúde e Vigilância em alerta

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Atualizado há 10 anos

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(Foto: Arquivo).

O mutirão da dengue organizado pelas vigilâncias Ambiental, Epidemiológica, Sanitária e pela Secretaria de Saúde de Porto União segue até a próxima quarta-feira, 13. As equipes formadas por soldados do 5º Batalhão de Engenharia e Combate Blindado e agentes comunitários de saúde da Rede de Atenção Básica somam mais de cem pessoas. As visitas foram intensificadas há duas semanas no município.

Para o Secretário de Saúde, Rogério Stasiak, esse é um momento de alerta extremo tanto para Porto União quanto para a cidade irmã, União da Vitória, já que os focos do mosquito Aedes aegypti vem aumentando consideravelmente e um caso autóctone de dengue já foi confirmado do lado paranaense.

“Nessas casas estamos pedindo licença para os moradores, verificando e apontando o efetivo potencial criadouro do mosquito; mostrando para o morador o risco de ter água parada. Lembrando que não é só em água limpa, na água suja o mosquito também está se proliferando”, explica Stasiak.

A cidade já registra 49 focos do mosquito Aedes. Os números aumentaram – e muito – desde a última semana, quando eram apenas 26 focos. Sobre o aumento Stasiak justifica que só foi possível devida a atuação dos agentes comunitários de saúde na identificação de novos focos em lugares suspeitos. O secretário ainda alerta para cuidados básicos em locais que antes não eram encontrados, ou possíveis criadouros do mosquito, como é o caso de ralo de pias e de banheiros. “Muitos focos que encontramos foram nesses lugares”, comenta.

Nesses pontos os focos são eliminados e as larvas encaminhadas para a análise na Gerência Regional de Saúde, que fica em Canoinhas.

O pedido da Secretaria é para que os moradores recebam os profissionais, que estão identificados com coletes ou crachá. Em caso de dúvidas ou denúncias foi disponibilizado o número de telefone 3523-7151. Do lado de União o telefone para denúncias é o 3903-1606, da Vigilância Sanitária do município.

Casos

Conforme a Secretaria de Saúde, desde janeiro até agora foram analisados 53 casos suspeitos no município. Destes um caso de dengue e outro de chikungunya foram confirmados, ambos importados, quando os pacientes são infectados fora do município.

 

Terrenos baldios

A Secretaria de Obras e Departamento de Urbanismo de Porto União também entraram no mutirão e disponibilizaram máquinas e equipes para realizar a limpeza de terrenos baldios. A limpeza é feita antes mesmo de o proprietário ser notificado, depois de concluído o trabalho a “conta” é enviada ao dono do terreno. Conforme Stasiak essa foi a melhor maneira encontrada pelas equipes de Vigilância e Saúde para evitar novos focos do Aedes. A cobrança das roçadas é respaldada nos artigos 1º e 2º da Lei Municipal nº 2419/99.

Do outro lado da linha

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) divulgou na terça-feira, 6, um novo boletim no qual confirmou o primeiro caso autóctone de dengue em União da Vitória. A suspeita foi registrada pela Vigilância Epidemiológica e Sanitária em fevereiro, contudo os exames laboratoriais realizados pelo Laboratório Central do Estado (Lacen) só foram divulgados nesta semana. O caso foi registrado no Distrito de São Cristóvão, e conforme comunicado emitido pela Vigilância Sanitária de União da Vitória foram realizados bloqueios vetoriais num raio de 150 metros da casa do paciente e nenhum foco foi encontrado. O paciente recebeu tratamento e seu quadro clínico evolui bem, segundo a nota.

A Vigilância ainda garantiu que irá intensificar as visitas à domicílio que já vem sendo realizadas desde fevereiro. Na cidade o esquema de visitas, antes da campanha, ocorria em ciclos, três deles, quatro vezes no ano. Contudo, com o aumento de focos no município, 84 deles até o momento, todas as casas estão recebendo a visita de agentes comunitários de saúde e de endemias. As duplas já estão na segunda rodada de visitações, com isso é possível que a mesma casa seja vistoria mais de uma vez.

Sobre isso Alan Müller, da Vigilância Sanitária e Epidemiológica, alertou para casos de reincidência. Conforme ele há casos em que os focos são encontrados, eliminados, mas na visita seguinte são encontrados novos. O pedido é para que a população tome conta além do portão de casa e vistorie, também, vizinhos e terrenos baldios.

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