
Nos moldes de outros municípios catarinenses Porto União recebeu a notícia há uma semana que receberia uma Sala de Situação no combate a proliferação do mosquito Aedes aegypti. A sala tem contato direto com a Secretaria Estadual de Saúde por meio de web conferência. O espaço será compartilhado pela Vigilância Ambiental, Secretaria de Saúde, Defesa Civil, Secretaria de Obras, Exército e outros setores que auxiliam no combate à proliferação. “Ali são concentradas todas as ações que o município está promovendo”, explica o secretário de Saúde, Rogério Stasiak.
A determinação para montar a Sala veio da Secretaria do Estado para intensificar os trabalhos de combate ao mosquito Aedes aegypti, que transmite os vírus da dengue, zika e da febre chikungunya.
A Sala de Situação ficará na Rua Coronel Belarmino, 232, no mesmo prédio que sedia as três vigilâncias do município (Ambiental, Sanitária e Epidemiológica). O local abrigará uma central de informações e orientações para organizar o trabalho do combate ao mosquito no município. Além disso, haverá um sistema que interligará as informações locais com a Secretaria Estadual de Saúde, agilizando o trabalho.
As reuniões estão marcadas para acontecer toda sexta-feira. Nesta semana, a primeira está marcada para às 14 horas, com toda a equipe de trabalho. No encontro serão discutidas alternativas com outros municípios que compartilham o mesmo problema de Porto União. “É uma reunião de atualizações com informações de agentes epidemiológicos do município e a nível estadual. Serão tratadas quais alterações que tiveram na última semana, se foi encontrado mais algum foco, se os focos que existiam foram extintos”, comenta Stasiak.
Com a instalação da Sala todo o processo de combate ao mosquito é modificado. Além do espaço as equipes criaram um grupo em um aplicativo de celular para agilizar as ações. “Nele a gente não precisa esperar para se encontrar na outra sexta-feira para discutirmos a possibilidade, a gente só coloca lá e agilizamos o trabalho”, conta o secretário.
A ideia é que com o grupo situações como terrenos baldios sejam rapidamente resolvidos. “Nós podemos providenciar a limpeza numa conversar”, explica Stasiak.
A limpeza de terrenos abandonados está sendo feita pela Secretaria de Obras do município. Feita a denúncia uma equipe é mandada até o local e providencia a limpeza, contudo, o “preço” pelo serviço será cobrado pela Administração Municipal. “Não adianta a gente ir lá multar e esperar a pessoa limpar o terreno, porque enquanto isso o mosquito está se proliferando”, comenta o secretário.
“A preocupação é grande, pois a nossa cidade tem uma localização que implica em uma série de agravantes. Além da divisa com outra cidade e com outro estado, fazemos parte do trajeto de caminhoneiros de vários locais do País. A situação climática do momento também é crítica com o calor, abafamento e chuva, sabemos que esses fatores são propícios para a proliferação do mosquito, por isso os cuidados devem ser ainda maiores”, explica Stasiak.
Casos
Em Porto União, até a segunda-feira, 22, foram identificados sete focos do mosquito, quatro deles no Bairro São Pedro e três na área central. Mesmo assim, as equipes têm diariamente percorrido locais que podem oferecer criadouros para o mosquito. As denúncias, que também são constantes, estão sendo vistoriadas por integrantes da equipe de Saúde. Além disso, há 102 armadilhas e 44 pontos estratégicos, com 100% de monitoramento, como afirmam os técnicos da Vigilância Ambiental, responsável por esse trabalho.
Campanhas
Além do acompanhamento diário nos pontos específicos, ações estão sendo desenvolvidas. Há poucos dias uma grande ação, idealizada pelo Ministério da Saúde, mobilizou os municípios, equipes de saúde e militares do Exército Brasileiro, para percorrer as residências, orientando a população, distribuindo panfletos e vistoriando alguns locais a fim de conscientizar de forma mais intensa.
Na sexta-feira, 19, foi a vez das escolas entrarem na mobilização. Os professores trabalharam atividades pedagógicas voltadas a orientação às crianças e adolescentes. Em Porto União, o trabalho aconteceu também nos Núcleos de Educação Infantil (NEIs), com atividades lúdicas e conversa das crianças com os moradores das proximidades.
Os militares do 5º Batalhão de Engenharia de Combate Blindado iniciaram também na sexta-feira, 19, palestras com alunos do ensino fundamental. O trabalho segue por algumas semanas e as escolas que tiverem interesse devem se informar diretamente no Batalhão para agendar uma palestra.
Orientação
A Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) da Secretaria de Estado da Saúde (SES) não recomenda o uso de armadilhas caseiras para o combate ao mosquito Aedes aegypti. A falta de gerenciamento aquedado dessas armadilhas eleva o risco de disseminação do mosquito. Eliminar os criadouros ainda é a melhor ação a ser executada para combater a proliferação deste vetor.